Comportamento

37% dos brasileiros já tiveram decisões de compra influenciadas por IA, mostra pesquisa da Nexus

Levantamento revela crescimento do uso de ferramentas generativas e leva empresa a lançar solução para gestão de reputação no ambiente das IAs

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Um levantamento inédito da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados – apontou que 37% dos brasileiros já tiveram uma decisão de compra influenciada por ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini, Grok (do X/Twitter) e Meta AI (do WhatsApp).

O comportamento é mais comum entre pessoas de 18 a 30 anos (46%), aquelas com renda acima de cinco salários mínimos (45%), ensino superior (44%), homens (40%) e moradores da região Sudeste (42%).

“Não há como negar o impacto dessa geração de conteúdo, o que sugere a necessidade, por parte das empresas, de preparação, estratégia e adaptação a uma realidade que está aí”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

De acordo com a pesquisa, 63% dos brasileiros já utilizaram ferramentas de IA generativa, como ChatGPT, Gemini, Veo3, Copilot, IA do Canva ou Midjourney. Entre eles, 16% usam tecnologias baseadas em IA diariamente, 20% algumas vezes por semana, 9% algumas vezes por mês e 18% raramente. Assim, 45% da população interage com essas ferramentas ao menos algumas vezes no mês, enquanto 36% nunca as utilizaram.

O estudo ouviu 2.012 pessoas com 18 anos ou mais, entre 26 de agosto e 1º de setembro, em todas as 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Mapeando respostas de IA

Com base nos resultados, a Nexus — empresa de pesquisa e inteligência de dados da FSB Holding — lançou a vox.ia, solução estratégica voltada à gestão de presença e reputação no ambiente das inteligências artificiais. A ferramenta analisa como produtos, marcas ou empresas aparecem nas respostas de IAs generativas e traduz essas informações em recomendações práticas e planos de ação para aprimorar o posicionamento das organizações nesse novo espaço de interação.

Segundo Tokarski, os modelos de linguagem natural se tornaram o novo ambiente onde reputações podem ser construídas ou comprometidas. “Até pouco tempo, as pessoas buscavam sobre produtos, marcas ou empresas na internet. Hoje, as pessoas perguntam sobre elas. É preciso reposicionar a produção de conteúdo para garantir que as respostas da IA sejam corretas e captem as mensagens-chave que as empresas buscam passar para a sociedade”, afirma o executivo.

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