O setor de saúde tem ampliado a adoção de inteligência artificial generativa, impulsionado por demandas de eficiência, redução de custos e melhoria na experiência do paciente. É o que aponta o estudo global The Age of Intelligent Transformation – Healthcare, realizado pela Concentrix em parceria com a Everest Group.
De acordo com o levantamento, 43% das iniciativas de IA generativa na área da saúde ainda estão em fase de teste ou piloto. Apesar disso, a expectativa é de avanço acelerado: até 2027, 78% das organizações do setor no mundo pretendem implantar a tecnologia, ampliando investimentos e incorporando a IA generativa às estratégias operacionais.
Entre os principais motivadores para adoção estão a melhoria da experiência do paciente (54%), seguida por eficiência operacional e redução de custos (45%). O estudo indica também que a tecnologia é vista majoritariamente como complementar às equipes clínicas: 71% das instituições afirmam que a IA generativa deve apoiar — e não substituir — o trabalho de profissionais, ampliando produtividade, segurança e precisão.
Entre as aplicações que vêm ganhando escala estão sistemas de automação de documentos e processos, como autorizações, prontuários e cobranças médicas (75%), chatbots para atendimento a clientes (66%), chatbots internos de suporte às equipes (63%), analytics preditivo para previsão de demanda e alocação de recursos (52%) e motores de recomendação personalizada para pacientes (55%).
Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à integração com sistemas legados, à governança de dados sensíveis e à escassez de profissionais especializados. Mesmo assim, o estudo aponta tendência de consolidação da IA generativa como elemento estrutural na gestão hospitalar, na experiência do paciente e no suporte clínico nos próximos anos.






