Educação

Estudo Play entra no Guinness após corrigir mais de 461 mil redações com IA em um mês

Projeto com rede pública de Minas Gerais impulsiona uso de tecnologia para avaliação em larga escala

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A aplicação de inteligência artificial na educação pública brasileira atingiu um novo marco com a edtech Estudo Play, que recebeu certificação do Guinness World Records pelo maior volume de redações manuscritas corrigidas por IA em um único mês.

O reconhecimento foi concedido em abril, durante evento realizado na sede da empresa, em João Pessoa (PB), com a presença de representantes do setor educacional e autoridades públicas. Entre os participantes estavam Lucas Ribeiro, governador da Paraíba; Manoel Vicente da Silva Calazans, secretário de Educação da Bahia; Natalia Ramirez, juíza do Guinness World Records; e Kellen Senra, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica de Minas Gerais.

O resultado foi alcançado no contexto do Projeto Enem MG, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação de Minas Gerais entre setembro e outubro de 2025. A iniciativa utilizou tecnologia própria para corrigir redações escritas à mão, posteriormente digitalizadas e avaliadas com base nos critérios do Enem.

Ao longo de 2025, cerca de 5 milhões de redações foram processadas pela plataforma da empresa. Desse total, mais de 461 mil textos corrigidos em um único mês garantiram o recorde mundial.

“Essa conquista também é dos professores, gestores e, principalmente, dos milhões de estudantes da rede pública que utilizaram a nossa ferramenta. Para nós, eles não são apenas dados em um sistema, mas jovens que enfrentam desafios diários para acessar o ensino superior, e é por eles que seguimos trabalhando para oferecer o que há de melhor em pedagogia e tecnologia”, afirmou Felipe Piancó, diretor geral da Estudo Play.

A parceria com a rede pública de ensino foi um dos fatores que viabilizaram a escala do projeto e ampliaram o acesso dos estudantes a ferramentas de preparação para o exame. “Ampliar o acesso ao ensino superior para estudantes da rede pública é essencial. Em Minas Gerais, identificamos que, muitas vezes, o desafio começava na falta de informação sobre os caminhos até a universidade. Por isso, o trabalho de engajamento foi decisivo. A Estudo Play entendeu não apenas o projeto, mas a política pública que buscamos implementar no estado”, afirmou Kellen Senra.

A tecnologia utilizada foi desenvolvida para operar no ambiente escolar, com produção manual das redações em sala de aula, seguida de digitalização e análise automatizada. O modelo permite ampliar a escala de correção mantendo o formato tradicional de escrita dos estudantes.

O caso reflete uma tendência de uso da inteligência artificial para ampliar alcance e eficiência na educação pública, com ferramentas voltadas à personalização do aprendizado, prática contínua e geração de dados para apoio à gestão.

“Mais do que um recorde, o resultado comprova o potencial da inteligência artificial aplicada em larga escala para enfrentar desafios concretos da educação pública”, afirmou Helber Vieira, diretor institucional da Estudo Play.

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