A adoção da inteligência artificial em sistemas físicos e robóticos começa a avançar nas empresas, mas sua expansão depende de preparação organizacional e mudanças nas operações. Segundo o estudo Physical AI: Taking Human-Robot Collaboration to the Next Level, do Capgemini Research Institute, 79% das organizações consultadas já interagem com a tecnologia, enquanto 65% dos executivos esperam alcançar a implantação em larga escala desses sistemas nos próximos cinco anos.
Para Pascal Brier, diretor de inovação e membro do comitê executivo da Capgemini, as empresas devem começar a explorar essas aplicações desde já, sem considerar que perderam oportunidades caso ainda estejam nos estágios iniciais.
“Agora é o momento certo para começar, mas ninguém está realmente atrasado. Existe uma curva de aprendizado e construir essa confiança leva tempo. Se levarmos a robótica a sério, é melhor começarmos agora para construir entendimento e confiança organizacional”. A pesquisa indica que a tecnologia avançou o suficiente para permitir um progresso inicial significativo, com a geração de valor tangível já possível”, declarou.
Desafios para ampliar a adoção
A preparação das empresas é um dos principais pontos destacados pelo levantamento. Para 72% dos executivos consultados, a incorporação da chamada IA Física exige mudanças operacionais significativas.
A disponibilidade de profissionais também representa um obstáculo. A escassez de talentos para funções operacionais foi citada por 68% dos líderes como um fator que limita a expansão dessas soluções. Outros 55% apontaram a falta de conhecimento técnico interno e a dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados como barreiras relevantes.
Da automação à inteligência compartilhada
O relatório aponta uma evolução no uso da robótica, com a transição de máquinas projetadas para executar tarefas específicas para plataformas de inteligência compartilhada, capazes de ampliar a colaboração entre pessoas e sistemas automatizados.
Nesse cenário, as organizações que começarem a integrar robôs inteligentes e adaptáveis às suas principais operações poderão se posicionar melhor para aproveitar as oportunidades associadas à nova fase da indústria. O estudo destaca, assim, a importância de desenvolver desde agora as capacidades técnicas e organizacionais necessárias para ampliar o uso da IA Física.






