A OpenAI tem registrado um volume expressivo de interações com o ChatGPT: mais de 2,5 bilhões de requisições por dia, sendo 330 milhões apenas de usuários nos Estados Unidos, segundo dados obtidos pelo site Axios. A estimativa anual ultrapassa 912 bilhões de solicitações feitas ao chatbot da empresa liderada por Sam Altman.
O número foi confirmado por Rob Friedlander, porta-voz da OpenAI, em declaração ao portal The Verge. Embora ainda distante das 5 trilhões de buscas anuais realizadas no Google, o ritmo de crescimento do ChatGPT tem ampliado a concorrência no mercado de busca e informação digital. Em apenas alguns meses, a base de usuários semanais da plataforma saltou de 300 milhões, em dezembro, para mais de 500 milhões em março.
Por outro lado, o modelo de negócios da OpenAI levanta preocupações entre analistas. Em relatório divulgado pela JPMorgan, a instituição avalia que a companhia poderá gastar até US$ 46 bilhões até 2029. O montante inclui despesas com contratação de profissionais, infraestrutura e avanço tecnológico. É a primeira vez que o banco emite uma análise sobre a estratégia de uma empresa privada nesse setor.
O documento, assinado por Brenda Duverce e Lula Sheena, aponta que a OpenAI não deve alcançar lucratividade antes de 2029. Os autores descrevem a atual estratégia como “vibe spending” — termo usado para caracterizar investimentos guiados mais pela expectativa de longo prazo do que por retorno imediato.
Ainda assim, a avaliação da JPMorgan projeta que a OpenAI pode dominar um mercado avaliado em mais de US$ 700 bilhões até 2030.
O JPMorgan afirmou que a OpenAI tinha uma forte vantagem de ser pioneira. Seu aplicativo, por exemplo, ultrapassou 500 milhões de usuários ativos semanais nesta primavera e representa mais de 70% do total de downloads de aplicativos de IA globalmente nos mercados em que compete. Em um mercado consumidor crítico, a Índia, o crescimento da OpenAI já ultrapassou o do Google, afirmou o relatório.






