Em meio a uma intensa disputa comercial e tecnológica entre Estados Unidos e China, a Nvidia e a AMD aceitaram repassar ao governo americano 15% da receita gerada pela venda de chips de inteligência artificial (IA) de alta qualidade destinados ao mercado chinês. A medida faz parte de um acordo para obtenção de licenças que autorizam a comercialização desses componentes no país asiático. A informação foi divulgada por veículos internacionais como Wall Street Journal, Financial Times, The New York Times, Reuters e Bloomberg.
De acordo com as reportagens, o entendimento foi firmado após reunião, na última quarta-feira (6), entre Jensen Huang, CEO da Nvidia, e o então presidente Donald Trump. Dois dias depois, o Departamento de Comércio dos EUA começou a emitir autorizações para exportação do chip H20, da Nvidia, e do MI308, da AMD, cujas vendas estavam suspensas desde abril devido a restrições de segurança.
Em abril, o governo Trump havia restringido a comercialização de certos chips de IA de alto desempenho para a China, mas a proibição foi suspensa meses depois, quando a Nvidia anunciou investimentos de até US$ 500 bilhões em data centers nos Estados Unidos. No mês passado, a empresa informou que retomaria as vendas do chip H20 para o mercado chinês — um produto desenvolvido em 2023 especificamente para esse país, após limitações impostas pela administração Biden.
Em comunicados enviados a veículos internacionais, a Nvidia afirmou que segue “as regras que o governo dos EUA estabelece para participação nos mercados mundiais” e reforçou que seus chips não possuem backdoors (acessos secretos) ou riscos de controle remoto. O New York Times apontou que o acordo pode gerar mais de US$ 2 bilhões em receita para o governo americano.






