A Inmetrics, empresa especializada em engenharia de software, produtos digitais e inteligência artificial, anunciou um reposicionamento estratégico para 2026 no mercado de tecnologia e serviços digitais. A companhia projeta crescer 30% em 2025, com foco no conceito de “AI Engineered” como eixo de aceleração dos serviços.
Para alcançar essa meta, a empresa passa a adotar uma atuação mais consultiva, orientada a negócios, eficiência digital e geração de valor a partir do uso estratégico da inteligência artificial. A proposta é responder às demandas de empresas que buscam maior previsibilidade, controle e qualidade em projetos de transformação digital.
A estratégia de expansão prevê crescimento orgânico, aprofundamento de relacionamento com contas estratégicas e ampliação geográfica, com foco no mercado brasileiro e na consolidação da presença internacional.
Após um processo de transição conduzido ao longo do último ano, a Inmetrics formalizou uma nova estrutura de liderança, agora sob o comando do CEO Emerson Murakami. “O mercado vive um excesso de promessas em torno de transformação digital e Inteligência Artificial. A tecnologia só faz sentido quando melhora a operação e o desempenho do negócio”, afirma Murakami.
Depois de consolidar sua atuação junto a grandes empresas de diferentes setores, a companhia passa a direcionar sua estratégia também para empresas de médio porte. O modelo de negócio está sendo ajustado para atender o chamado middle market, com foco em unidades de valor, métricas objetivas e controle de qualidade na entrega dos serviços.
“As oportunidades estão em verticais que já temos muitas referências, como Financeiro, Seguros e Varejo, além de Telecomunicações, que apresenta novas empresas cujas demandas podem ser atendidas pelo portfólio da Inmetrics”, diz Murakami.
Conceito de AI Engineered
Segundo a empresa, o conceito de AI Engineered representa uma abordagem de uso da inteligência artificial voltada à otimização de processos, antecipação de riscos, aumento de produtividade e apoio à tomada de decisões estratégicas.
De acordo com experiências internas citadas pela Inmetrics, a geração de documentação técnica pode ser até 33 vezes mais rápida com o uso de IA em comparação ao modelo tradicional, enquanto a geração de código pode ocorrer em um ritmo 3,6 vezes superior aos métodos convencionais.
Esse modelo é estruturado em cinco linhas de negócio: Consulting Data & AI, Digital Acceleration, Digital Experience, Digital Platforms e Staff Augmentation, integrando tecnologia, consultoria e expertise setorial.
Segundo o CEO, o reposicionamento busca reforçar a mensuração de resultados. “Muitas empresas falam sobre transformação digital, mas poucas têm a capacidade de mostrar os serviços funcionando com medições reais de Retorno sobre o Investimento (ROI). Utilizamos o conceito de ‘Show me, no Tell me’. Estamos focados em utilizar IA para medir a qualidade do que é desenvolvido e suas implicações práticas”, conclui.






