Um levantamento realizado pelo TEC Institute, em parceria com a MIT Technology Review Brasil, revelou que a adoção da inteligência artificial generativa (GenAI) pelas organizações brasileiras ainda é incipiente e representa risco de perda de competitividade. Os dados fazem parte do relatório “O Mapa da GenAI no Brasil”, que será discutido durante o EmTech Brasil 2025, marcado para os dias 29 e 30 de setembro, em São Paulo.
A pesquisa ouviu 350 executivos de diferentes setores e portes de empresas. Entre os principais achados estão:
- apenas 7,9% das companhias conseguiram integrar a GenAI em todos os processos;
- quase 30% não possuem qualquer iniciativa em andamento;
- pouco mais da metade (52,6%) ainda trabalha na construção de uma estratégia formal;
- 75% não contam com um profissional dedicado ao tema e, em mais de um quarto dos casos, não há sequer um responsável definido;
- 46,1% não possuem normas para o uso da GenAI, o que expõe as empresas a riscos éticos, regulatórios e de reputação.
Para André Miceli, CEO e editor-chefe da MIT Technology Review Brasil, o cenário exige medidas rápidas: “Se o Brasil não assumir um papel ativo, corremos o risco de nos tornar apenas consumidores de soluções estrangeiras. Grande parte das aplicações locais depende de modelos e infraestruturas criadas fora do país, o que nos deixa vulneráveis do ponto de vista estratégico e econômico.”
Ele acrescenta que o entusiasmo inicial não é suficiente: “A vantagem competitiva virá para quem conseguir estruturar governança, preparar talentos e integrar a GenAI aos processos de forma consistente. Sem isso, cada dia aumenta a distância entre o Brasil e os líderes globais em inteligência artificial.”
Os resultados do estudo vão orientar os debates do EmTech Brasil 2025, conferência global da MIT Technology Review sobre tecnologias emergentes. O encontro reunirá especialistas internacionais em IA, biotecnologia, energia, saúde e computação avançada, com o objetivo de discutir como transformar tendências em estratégias competitivas.
Em São Paulo, líderes empresariais e formuladores de políticas vão analisar caminhos para que o Brasil use a GenAI como instrumento de produtividade e inovação, em vez de permanecer em posição de dependência tecnológica.






