IA e governança

AutoU aponta cinco pilares para ampliar uso seguro de IA nas empresas

Com sistemas mais integrados e autônomos, empresas precisam ampliar controle sobre dados, acessos e decisões tomadas por aplicações de inteligência artificial

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A expansão da inteligência artificial nos processos corporativos está levando empresas a rever a forma como tratam segurança, governança e controle de dados. Para a AutoU, especializada em arquiteturas e soluções digitais corporativas, esses mecanismos precisam estar incorporados à estrutura dos sistemas desde o início dos projetos, principalmente quando a IA passa a operar em processos críticos.

Segundo Lucas Fernandes, CEO da empresa, o desafio aumenta conforme as aplicações deixam de ser utilizadas apenas para tarefas pontuais e passam a executar fluxos de trabalho de forma integrada e mais autônoma.

“A grande questão não é se a IA vai automatizar os processos corporativos, mas quem detém o controle dos dados quando essa automação acontece em escala”, afirma.

A partir da experiência em projetos corporativos, a AutoU identifica cinco pilares para uma arquitetura de IA mais segura. O primeiro é o modelo Zero Trust, no qual agentes digitais e sistemas automatizados recebem somente as permissões necessárias para realizar cada tarefa.

O segundo é a auditabilidade, com registros das decisões e operações realizadas pelas aplicações de IA. A rastreabilidade permite acompanhar o processamento das informações e facilita auditorias de segurança e conformidade.

A proteção de dados é outro ponto central. A empresa recomenda a adoção de mecanismos de criptografia e anonimização, especialmente no tratamento de informações pessoais sujeitas à LGPD.

O quarto pilar é a manutenção de uma supervisão humana em processos de maior risco. Nesse modelo, decisões consideradas críticas continuam dependendo da validação de profissionais, reduzindo os impactos de eventuais erros ou respostas inadequadas dos sistemas.

Por fim, a AutoU destaca a necessidade de integrações seguras com sistemas legados. A conexão entre ferramentas de IA e bancos de dados corporativos deve contar com mecanismos de proteção, evitando que a expansão da automação abra novas vulnerabilidades na infraestrutura.

Experiência em projetos de alta complexidade

Fernandes afirma que esses princípios ganham importância especialmente em setores com requisitos elevados de segurança e conformidade, como o financeiro. Entre os projetos realizados pela AutoU, ele cita a modernização do Portal de Autoatendimento da UIF na B3.

Segundo o executivo, a solução foi estruturada para acelerar o atendimento de demandas sem comprometer a proteção de dados sensíveis. O projeto, de acordo com a empresa, alcançou NPS de 92 pontos.

Para a AutoU, a experiência reforça a necessidade de tratar segurança como parte da arquitetura das soluções de IA, e não como uma etapa posterior à implementação.

“Se a infraestrutura de segurança não for desenhada desde o primeiro dia de projeto, a inovação acaba travada pelo receio dos riscos regulatórios ou de segurança. O objetivo de uma automação bem estruturada é dar total liberdade para a empresa crescer e inovar, tendo a certeza absoluta de que a tecnologia está trabalhando a favor do negócio, sem surpresas no meio do caminho”, conclui Fernandes.

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