O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu a marca de R$ 1 bilhão em crédito aprovado para iniciativas ligadas à Inteligência Artificial (IA). Entre janeiro de 2024 e junho de 2025, o banco viabilizou operações voltadas a diversos segmentos da cadeia produtiva, como hardware, integradores, desenvolvedores de soluções e infraestrutura tecnológica. A maior parte dos recursos teve origem no programa BNDES Mais Inovação.
O grupo que mais recebeu apoio, tanto em volume de recursos quanto em número de operações, foi o de integradores e desenvolvedores de tecnologia, com R$ 561 milhões. Esse segmento inclui empresas como fintechs e healthtechs, que conectam ferramentas baseadas em IA diretamente aos usuários finais. No setor de hardware — que engloba fabricantes de chips, dispositivos embarcados e supercomputadores —, foram destinados R$ 258 milhões. Já para a área de infraestrutura, que inclui serviços de computação em nuvem e data centers, o valor aprovado chegou a R$ 180 milhões.
“A Inteligência Artificial permite ganhos de produtividade em setores de alto valor agregado, além de gerar empregos de qualidade. Temos vantagens competitivas, como energia renovável em abundância, que permitem o país avançar em alguns setores da IA. O BNDES tem sido um parceiro importante nessa volta por cima também do setor industrial. Em 2024, as aprovações de crédito para inovação, um dos eixos da Nova Indústria Brasil do governo Lula, atingiram o volume recorde de R$ 13,6 bilhões”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do banco, destaca o papel central da inovação na política industrial atual. “A inovação e a digitalização estão no centro da nova política industrial do governo do Presidente Lula, constituindo eixo fundamental do Plano Mais Produção – braço de financiamento da Nova Indústria Brasil. Nesse cenário, o avanço em projetos de Inteligência Artificial torna-se estratégico, pois essa tecnologia tem o potencial de transformar cadeias produtivas, elevar a competitividade e fortalecer a soberania tecnológica do país.”






