Creator economy

Pikko aposta em pessoas comuns para criar vídeos de marcas e projeta faturar R$ 1 milhão em 2026

Startup conecta empresas a produtores de conteúdo e permite encomenda de vídeos em escala; plataforma já foi utilizada por mais de 100 companhias

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A Pikko, startup brasileira de tecnologia voltada à produção de conteúdo para marcas, reúne cerca de 30 mil creators cadastrados em sua plataforma e projeta alcançar R$ 1 milhão em faturamento em 2026. Em menos de dois anos de operação, a empresa cresceu quase cinco vezes em relação ao ano anterior e já foi utilizada por mais de 100 empresas, entre elas Boticário, Multicoisas e Sem Parar.

A plataforma permite que empresas publiquem demandas de conteúdo e recebam vídeos produzidos por creators em poucos dias. O modelo busca reduzir o tempo necessário para localizar produtores, negociar trabalhos e organizar a produção de peças para campanhas digitais.

A empresa ganhou uma nova frente de crescimento com a ampliação da inteligência artificial embarcada na plataforma. Em vez de gerar artificialmente as pessoas que aparecem nos vídeos, a Pikko usa agentes de IA para automatizar etapas que tornavam a produção em escala lenta e operacionalmente complexa.

A estratégia acompanha o crescimento do mercado de conteúdo gerado por usuários (UGC). Segundo a Grand View Research, o mercado global de plataformas de UGC deve movimentar US$ 12,3 bilhões em 2026 e chegar a US$ 55 bilhões até 2033.

Nos Estados Unidos, os investimentos publicitários com creators devem alcançar US$ 44 bilhões neste ano, de acordo com o Interactive Advertising Bureau (IAB).

“Eu vivia essa dor dentro do marketing. Meu time de growth e de mídia precisava de uma máquina constante de criativos. Só que o processo para começar a trabalhar com creators podia levar um mês. A Pikko nasceu para colocar a produção de conteúdo na mesma velocidade da performance”, afirma Deny Zatariano, fundador da Pikko e especialista em creator economy, tecnologia aplicada ao marketing e creative performance.

Modelo baseado na produção, não na audiência

O modelo da Pikko também busca ampliar o perfil de pessoas que podem produzir conteúdo para marcas. A plataforma não utiliza o número de seguidores como principal critério para selecionar os creators. A avaliação está mais relacionada à capacidade de produzir o material solicitado pela empresa.

As demandas são organizadas em missões, que variam de acordo com a complexidade do trabalho e podem pagar entre R$ 50 e R$ 500. Segundo a empresa, trabalhos na faixa de R$ 50 a R$ 100 normalmente exigem entre 30 minutos e uma hora de produção, e um mesmo creator pode realizar diferentes vídeos ao longo do mês.

“Tem gente que chega à Pikko procurando uma renda extra, pessoas que perderam o emprego e creators que encontram aqui a primeira oportunidade de produzir para uma grande marca. Quando seguidores deixam de ser a principal porta de entrada, você amplia muito quem pode participar dessa economia”, conclui Deny.

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