A primeira edição do Data Center World Brasil 2026 será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo. O evento reunirá operadores de data centers, fornecedores de infraestrutura e tecnologia e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à expansão da infraestrutura digital na América Latina.
A programação terá como um dos destaques o LATAM Leaders Panel, marcado para 7 de outubro, às 16h30, com o tema “Data centers na América Latina: investimento, expansão e decisões de arquitetura”. O debate será conduzido por Daniel Correia, Principal Analyst da DatacenterHawk, e terá a participação de Chris Torto, CEO da Ascenty; Hilda Patricia Escobar Rodríguez, da ICREA – International Computer Room Experts Association, da Colômbia; e Gilson Granzier, CEO da Mendes Holler Engenharia.
Os participantes discutirão os planos de expansão da infraestrutura digital em países como Brasil, México, Chile e Colômbia, além dos fatores que influenciam novos investimentos. Entre os temas previstos estão disponibilidade de energia, ambiente regulatório, custos operacionais, conectividade internacional e decisões relacionadas à localização e arquitetura dos empreendimentos.
O cenário de expansão é impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial, da computação em nuvem e da economia digital. O Brasil atualmente concentra aproximadamente 75% dos investimentos em data centers da América Latina, enquanto México, Chile e Colômbia ampliam a participação regional com novos projetos.
“A América Latina vive um momento decisivo para a infraestrutura digital. O crescimento da inteligência artificial está mudando a escala dos investimentos e trazendo novos desafios relacionados à energia, sustentabilidade, conectividade e capacidade computacional. O Data Center World Brasil nasce justamente para promover esse debate estratégico e conectar os principais executivos que estão definindo os rumos desse mercado na região”, afirma Leonardo Benedicto, diretor do Data Center World Brasil.
A evolução das aplicações de inteligência artificial também será abordada a partir dos impactos sobre a infraestrutura. O aumento das cargas computacionais vem ampliando a demanda por racks de alta densidade, sistemas avançados de refrigeração, instalações elétricas mais robustas e arquiteturas híbridas, que combinam ambientes hyperscale, colocation, edge computing e multicloud.
Questões como disponibilidade de energia, sustentabilidade, previsibilidade regulatória e conectividade internacional também ganham espaço nas discussões, diante da necessidade de identificar localidades capazes de receber empreendimentos de grande porte e suportar aplicações críticas de IA.






