A Light prevê que a demanda média por energia em sua área de concessão pode subir dos atuais 3 GW para cerca de 6 GW nos próximos cinco anos, movimento diretamente ligado ao interesse crescente de empresas de data center pelo estado. A estimativa foi apresentada pela superintendente de experiência do cliente da concessionária, Laís Tovar, em encontro com jornalistas na última terça-feira (11), na sede da companhia, no Centro do Rio.
A procura por parte do setor aumentou com força nos últimos meses. Entre os fatores que explicam o movimento está a publicação da MP 1.318, que instituiu o Redata, regime especial de tributação voltado a data centers. O novo marco regulatório tornou o estado mais competitivo para receber esse tipo de investimento e elevou substancialmente o volume de consultas à Light.
Segundo Tovar, o conjunto de projetos em análise envolve cifras elevadas e demanda expressiva de eletricidade. Ela observou que, embora a região já registre picos de consumo próximos a 6 GW no verão, ainda existe espaço para elevar a média anual.
A executiva também destacou o projeto “Rio AI City”, desenvolvido pela Elea Data Centers. A iniciativa prevê a construção de uma área dedicada a data centers no Parque Olímpico, na Zona Sudoeste, com capacidade inicial para fornecer 1,5 GW em uma primeira fase programada para 2027.






