A nova edição do AI Pulse 2025, estudo global conduzido pela Protiviti, mostra que a maturidade em Inteligência Artificial (IA) e a confiança em dados estão diretamente associadas ao retorno sobre investimento (ROI) e ao sucesso em inovação. O levantamento reuniu respostas de mais de mil líderes de negócios e tecnologia em 14 países e indica que empresas com práticas mais avançadas em IA registram até 85% de satisfação com seus investimentos.
Já as organizações em estágios iniciais ainda enfrentam dificuldades para converter inovação em resultados financeiros concretos. Além da maturidade tecnológica, a confiança em dados se destaca como diferencial: entre as companhias que tiveram ROI acima do esperado, 97% afirmam ter alta confiança na qualidade, integridade e acessibilidade das informações.
De acordo com Eduardo Maia, Diretor de Tech Governance da Protiviti Brasil, uma governança de dados bem estruturada não apenas mitiga riscos, mas transforma vulnerabilidades em oportunidades. “Ao reduzir vieses, qualificar algoritmos e proteger informações sensíveis, as organizações criam um ambiente mais confiável, no qual as expectativas de ROI tendem a ser alcançadas ou até superadas”, explica.
O estudo indica ainda que 74% das empresas em transformação digital realizam auditorias regulares de dados, e 57% já adotaram políticas robustas de governança, medidas que reforçam a transparência e a segurança no uso de tecnologias autônomas.
A pesquisa também revela uma aceleração no uso de IA generativa e agentes autônomos: 23% das empresas já utilizam soluções de agentic AI, enquanto 27% planejam adotá-las nos próximos seis meses. Esse avanço representa uma mudança estrutural na forma como a tecnologia é integrada aos processos decisórios, com foco em impacto de negócio, confiabilidade e governança.
Para Heloisa Macari, Diretora Geral da Protiviti Brasil, os resultados reforçam a correlação direta entre maturidade tecnológica e retorno sobre investimento. “Os dados deixam pouca margem para dúvida: quanto maior a maturidade em IA, maior o ROI. Isso exige dos líderes uma reflexão urgente: estamos tratando a inteligência artificial como um experimento isolado ou como um pilar estratégico?”, conclui.






