De olho nos pequenos

Governo lança edital de R$ 100 milhões para soluções de IA voltadas à proteção de crianças

Iniciativa busca estimular pesquisadores e startups a criarem sistemas de autenticação, supervisão e monitoramento de riscos no ambiente on-line

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O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (20) o lançamento de uma chamada pública de R$ 100 milhões para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial (IA) e aplicações voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. O anúncio foi feito pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, durante a abertura da 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Os recursos têm como objetivo incentivar pesquisadores e startups a criarem mecanismos de autenticação e monitoramento que resguardem a privacidade de menores de idade e fortaleçam a segurança digital no país.

A iniciativa também busca promover o desenvolvimento de novos modelos de supervisão familiar, capazes de identificar e notificar responsáveis sobre interações com conteúdos inadequados, além de soluções que avaliem riscos relacionados à exploração sexual on-line.

“Temos que acionar a cadeia de pesquisa e o desenvolvimento do Brasil para encontrar saídas também a partir de soluções tecnológicas para compor o conjunto de medidas urgentes e necessárias para proteger a infância e adolescência, com diretrizes já consolidadas no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e no ECA Digital”, afirmou Luciana Santos.

A ministra destacou ainda que também é importante fomentar soluções próprias, fora das já implementadas pelas grandes plataformas, que sejam acessíveis para famílias. “Esse é o nosso objetivo com essa chamada”, acrescentou.

O investimento será operacionalizado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

Entre os tipos de soluções elegíveis estão:

  • Modelos multimodais de IA capazes de identificar imagens, vídeos e textos com exploração sexual infantil;
  • Chatbots protetivos, que possam intervir em interações suspeitas e enviar alertas a responsáveis ou acionar protocolos de denúncia;
  • Ferramentas de controle parental dinâmico, com filtragem adaptável conforme idade e contexto;
  • Sistemas de risco digital, que avaliem interações e links compartilhados em tempo real;
  • Painéis inteligentes para responsáveis e educadores, com relatórios acessíveis sobre riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet.
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