Qualificação

I2A2 completa dez anos e abre 600 bolsas para formação em agentes de IA

Instituto oferece cursos gratuitos e pagos voltados a executivos, gestores e desenvolvedores interessados em arquitetura, governança e produção de agentes de IA

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O Instituto de Inteligência Artificial Aplicada (I2A2) completou dez anos de atividade e abriu 600 bolsas para formações voltadas à arquitetura, governança e desenvolvimento de agentes de inteligência artificial. Criado inicialmente como um grupo de estudos no interior de São Paulo, antes de a IA ganhar espaço no cotidiano das empresas e da imprensa, o instituto se tornou uma associação sem fins lucrativos dedicada à capacitação de profissionais para o uso da tecnologia na tomada de decisões.

Atualmente, o I2A2 reúne uma comunidade com mais de 16 mil pessoas e possui integrantes nas cinco regiões do Brasil. A nova diretoria é formada por Marcos Riveiros, presidente; Cezar Taurion, presidente honorário do conselho; Celso de Azevedo, diretor técnico-operacional; e Cel. Onédio Seabra, diretor e vice-presidente.

As formações são realizadas de maneira virtual, com duração média de seis meses. A programação inclui aulas síncronas, desafios personalizados e desenvolvimento de projetos completos, que passam por avaliação. Os cursos são direcionados tanto a profissionais de negócios, executivos, gestores, consultores e conselheiros sem especialização técnica em IA quanto a desenvolvedores e engenheiros que buscam aprofundar conhecimentos em metodologias e ferramentas da área.

Os participantes recebem certificados vinculados aos projetos desenvolvidos e avaliados ao longo das formações. As inscrições estão disponíveis nesta página.

Formação para executivos

Entre os cursos lançados pelo instituto está o “De Volta ao Jogo com IA”, voltado principalmente a executivos seniores que deixaram estruturas corporativas e passaram a conduzir de forma independente suas atividades profissionais.

Segundo Riveiros, essa é a principal formação do novo programa. O curso foi disponibilizado gratuitamente para ampliar o acesso de profissionais que, segundo o instituto, podem enfrentar restrições financeiras justamente durante a transição de carreira.

“Decidimos que ele seria gratuito porque essa é a fase em que menos se pode pagar e mais se precisa de porta de entrada qualificada”, afirma o presidente do I2A2.

A primeira turma oferece 200 vagas e já havia preenchido 50 delas dois dias após o lançamento, em 22 de setembro. O número de inscritos continua sendo atualizado pela organização.

Ao longo de seis meses, os participantes aprendem a estruturar e coordenar uma equipe virtual formada por agentes autônomos de IA. A proposta é utilizar esses agentes em atividades como pesquisa, produção de materiais, qualificação de clientes, atendimento e precificação, mantendo o profissional responsável pelas decisões e pela definição das atividades.

Desenvolvimento de agentes

Outra formação é “Engenharia de Agentes de IA em Produção”, destinada a desenvolvedores Python interessados em trabalhar com arquiteturas de agentes autônomos.

O curso piloto tem duração de 24 semanas e utiliza o projeto Accounting Agent como eixo de desenvolvimento. Os participantes evoluem uma aplicação inicial para um sistema multiagente preparado para produção, incorporando recursos como participação humana no processo (human in the loop), observabilidade e segurança.

A formação termina com um Demo Day, no qual o sistema desenvolvido é executado ao vivo diante de uma banca de especialistas.

Arquitetura e governança

O I2A2 também oferece o curso “Arquitetura de Agentes de IA com ROAI”, direcionado a lideranças executivas e gestores de áreas como atendimento, customer success e BPO.

A formação tem duração de seis meses e aborda a construção de arquiteturas de IA voltadas a processos de retenção e negociação com clientes. Entre os temas estão governança, custos e retorno sobre investimentos em inteligência artificial.

Durante o programa, os participantes desenvolvem a arquitetura para um caso de uso real, avaliando diferentes possibilidades tecnológicas, desde fluxos baseados em regras até modelos de linguagem proprietários, com foco na substituição de processos operacionais por sistemas apoiados em inteligência artificial.

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