O mercado brasileiro de Operação & Manutenção (O&M) vive uma mudança acelerada pela digitalização e pela adoção de sistemas inteligentes. Embora grande parte das empresas ainda dependa de decisões manuais, a Engemon Operação e Manutenção (Engemon OPservices) estruturou um modelo próprio de gestão preditiva, orientado por dados, inteligência artificial e integração sistêmica, voltado a ambientes de missão crítica como data centers, telecom, indústrias e hospitais.
Hoje, a Engemon OP administra mais de 8 mil sites no país — incluindo hospitais, plantas industriais e utilities — e prevê ultrapassar a marca de 12 mil sites até 2026, acompanhando o crescimento da infraestrutura crítica brasileira.
A companhia desenvolveu uma solução de IA com alta previsibilidade operacional, que automatiza rotinas de planejamento e controle. O sistema reduz em até 30% o tempo de consolidação de dados e já proporciona ganhos operacionais de até 20%, com meta de alcançar 50% até 2027.
A plataforma indica, em tempo real, a equipe mais adequada, a rota mais eficiente e os materiais disponíveis, levando em conta distância, histórico, custo e tempo. Também monitora rotinas de manutenção preventiva e preditiva, identificando tendências de falha a partir de sensores de vibração, temperatura e consumo energético.
Para a CEO Sônia Keiko, desenvolver a própria tecnologia oferece velocidade e autonomia. Ela aponta que a customização conforme o perfil de cada cliente torna o modelo um diferencial no mercado de O&M.
Desde 2021, a empresa mantém um núcleo tecnológico dedicado à análise e gestão de dados de todos os contratos. O uso da IA tem reduzido falhas corretivas, ampliado a previsibilidade e aperfeiçoado a gestão de estoques — fatores críticos em operações nas quais minutos de interrupção podem gerar prejuízos de até US$ 25 mil.
“Pesquisas indicam que empresas que adotam manutenção preditiva alcançam até 25% de redução nos custos operacionais e 20% de aumento na disponibilidade dos equipamentos. Na Engemon OPservices, estamos evoluindo de forma consistente nessa jornada, com resultados já perceptíveis em nossos contratos de missão crítica. O próximo passo é ampliar as integrações sistêmicas entre plataformas e sensores, além de promover a transformação cultural necessária para que as equipes incorporem a tecnologia como parte do seu dia a dia. Só assim poderemos consolidar esses ganhos de eficiência de forma sustentável”, explica a executiva.
Em 2025, a empresa concluiu a integração de sua IA em áreas como Planejamento, Monitoramento e Orçamentos. A meta agora é aplicar a solução em todos os contratos de missão crítica do Grupo Engemon, oferecendo dashboards preditivos e dados em tempo real aos clientes. Para 2026, o plano inclui atender setores como energia, mineração e infraestrutura crítica, além de levar o modelo para outros países da América Latina.






