IA e negócios

Inteligência artificial amplia aplicações em empresas e impulsiona novos modelos de negócios

Setores como varejo, saúde, eventos e segurança digital adotam soluções de IA para personalização, produtividade e conformidade regulatória

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Com a evolução da tecnologia e da inteligência artificial, empresas de diferentes segmentos têm passado por transformações profundas em seus processos. Ao adotar essas soluções, organizações otimizam desde tarefas operacionais até análises preditivas complexas. Áreas como finanças, varejo, saúde e manufatura estão entre as que mais avançam, aproveitando sistemas inteligentes para processar grandes volumes de dados, identificar padrões e apoiar decisões em maior velocidade e precisão.

Para Gustavo Caetano, CEO e fundador da Samba, a personalização é um dos principais diferenciais trazidos pela IA. “Ao analisar grandes volumes de dados em tempo real, as soluções de IA conseguem compreender o comportamento do consumidor e oferecer experiências adaptadas às suas preferências e necessidades. Essa capacidade de personalizar o atendimento em larga escala aumenta as taxas de conversão, além de fortalecer a relação entre marca e consumidor, promovendo fidelização e melhorando a reputação da empresa no mercado”, analisa.

No setor de eventos, a utilização da tecnologia ampliou a eficiência do atendimento e elevou as taxas de conversão ao oferecer suporte instantâneo e personalizado. “O chatbot é capaz de entender a intenção do usuário, responder a perguntas complexas sobre eventos, assentos e preços, e guiar o cliente de forma proativa por meio de todo o processo de compra. Dessa forma, a AI permite processar um volume muito maior de transações com maior precisão, resultando em um crescimento nas vendas e na satisfação do cliente”, explica Gustavo Soares, COO e sócio da Bilheteria Express.

A discussão sobre inteligência artificial nas empresas também inclui saúde mental. A partir da NR-1, que estabelece diretrizes relacionadas ao tema, companhias têm investido em ferramentas como chatbots voltados a escuta ativa. “O EmpatIA tem a missão de ser um ponto de apoio real e acessível dentro das empresas. É um lugar onde o colaborador pode falar e ser escutado, sem julgamento, antes que o desgaste emocional escale. A solução humaniza relações, ajuda o RH e ainda contribui para o cumprimento das exigências legais, como a NR-1”, afirma Rafael Sanchez, CEO e fundador da Evolução Digital.

Outro ponto central é a ética e a transparência no uso de dados. Nesse contexto, surgem soluções voltadas a compliance com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). “As empresas querem soluções ágeis e acessíveis. Com as ferramentas de IA, é possível fazer análises em tempo real das necessidades e gargalos. Além do mais, investir em soluções especializadas não só ajudam as empresas a estar dentro da lei e evitar multas, mas também são poderosas para proteger sua reputação”, destaca Ricardo Maravalhas, CEO e fundador da DPOnet.

A tecnologia também modificou a dinâmica das reuniões corporativas. “Essas soluções permitem que as empresas tenham uma gestão do conhecimento compartilhada de forma assíncrona, e, a partir disso, voltem a ser detentoras do conteúdo que estão entregando para o mercado. Além disso, ferramentas desse tipo ajudam a economizar tempo e garantir que as informações mais relevantes sejam registradas e compartilhadas com precisão”, observa Rodrigo Stoqui, Country Manager da tl;dv.

Já em segurança digital, cresce a adoção de ferramentas de IA para prevenção de riscos. “Nesse cenário, ferramentas de IA voltadas para a proteção de dados têm ganhado espaço, principalmente por oferecerem diagnósticos rápidos, alertas automatizados e relatórios que facilitam a atuação preventiva”, analisa Paulo Lima, CEO da Skynova.

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