Finanças e tecnologia

Pesquisa aponta que brasileiros querem IA como apoio — e não como substituta — nas decisões financeiras

Estudo do Itaú Unibanco com a Consumoteca mostra que 65% esperam que a tecnologia funcione como orientadora na gestão do dinheiro

Tempo de leitura: 3 minutos


A inteligência artificial já começa a integrar a rotina financeira de muitos brasileiros, mas a expectativa predominante é que a tecnologia atue como suporte — e não como substituta — na tomada de decisões. É o que aponta a pesquisa “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizada pelo Itaú Unibanco em parceria com o Grupo Consumoteca.

De acordo com o levantamento, 80% dos entrevistados afirmam que desejam aprender a administrar melhor suas finanças. Ao mesmo tempo, 65% esperam que a inteligência artificial funcione como uma orientadora, oferecendo sugestões e análises sem assumir o controle das decisões financeiras.

O estudo indica também que mais de um terço dos entrevistados já prefere utilizar ferramentas de IA para receber recomendações personalizadas. No entanto, apenas 14% dizem que aceitariam que a tecnologia tomasse decisões financeiras de forma automática. Os dados apontam para uma mudança na relação com instituições financeiras, que passam a ser vistas não apenas como intermediárias de transações, mas também como apoio na organização e no planejamento financeiro.

“Do ponto de vista antropológico, essa expectativa revela uma mudança cultural importante: a tecnologia deixa de ser apenas um meio de transação e passa a ocupar também um papel educativo, ajudando as pessoas a compreender e planejar sua vida financeira de forma mais consciente”, analisa Marina Roale, head de Insights do Grupo Consumoteca.

Segundo a especialista, o brasileiro está aprendendo a lidar com o dinheiro e, agora, espera que os serviços financeiros também aprendam a lidar com ele. “Isso significa atuar como aliados reais, capazes de reduzir a ansiedade em torno das finanças e apoiar a construção de um futuro mais próspero”, acrescentou.

Entre os fatores que influenciam a confiança no uso de soluções de inteligência artificial para finanças, os entrevistados apontaram como principais a utilização de linguagem simples (40%) e a transparência sobre as regras que orientam o funcionamento da IA (39%).

A pesquisa foi realizada ao longo de 2025 com 5 mil pessoas em 15 estados brasileiros. O levantamento utilizou questionários estruturados de caráter quantitativo com pessoas de 18 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2,8 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Carlos Eduardo Mazzei, diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco.(foto: divulgação)

O Itaú Unibanco diz que já oferece soluções conversacionais para apoiar os clientes em questões transacionais, por meio do Pix no WhatsApp, e de consultoria, com a Inteligência Itaú para Investimentos e a Inteligência Itaú aplicada no Itaú Emps, solução voltada para gestão de pequenos negócios.

“Ouvimos constantemente nossos clientes e temos notado nitidamente que o brasileiro busca uma tecnologia que o oriente, mas sem tirar o seu protagonismo para a tomada de decisão. Ter a IA como um ‘copiloto’ é uma forma relevante de suporte para reduzir a ansiedade em torno do dinheiro e para conquistar mais autonomia financeira. Por isso, no Itaú, a inteligência artificial é desenvolvida e utilizada de forma responsável, com governança, transparência e segurança em todas as etapas”, disse o  diretor de Tecnologia do Itaú Unibanco, Carlos Eduardo Mazzei.

Tópicos desta reportagem:


Receba em seu email um resumo semanal e GRATUITO com notícias exclusivas e reportagens sobre o mercado de IA no Brasil e no mundo

Subscription Form (#4)