Para 94% dos executivos brasileiros, a IA Generativa deve provocar mudanças profundas em seus setores. O dado integra a nova edição do estudo global Catalisador da Inovação, da Dell Technologies em parceria com a Vanson Bourne, que entrevistou 2.850 líderes em 40 mercados. O índice supera os 88% registrados na pesquisa anterior.
Mesmo com a percepção positiva, 100% das organizações afirmam que suas equipes ainda precisam desenvolver competências para destravar o potencial da tecnologia. Entre os 92% que relatam barreiras na implementação de projetos de IA, 44% citam a falta de conhecimento interno como o principal entrave, seguido por preocupações com segurança de dados (37%) e pela dificuldade de acompanhar o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas (37%).
O levantamento indica avanço na adoção: 22% das empresas no Brasil já estão em estágio mais maduro de uso da IA Generativa, quase o dobro dos 12% registrados em 2024. Além disso, 88% relatam ganhos relevantes de ROI e produtividade.
Quando questionadas sobre prioridades de TI para 2025, 62% apontam a integração da IA e da IA Generativa aos objetivos de negócio como foco central — atrás apenas das iniciativas de detecção e prevenção de ameaças cibernéticas (67%).

Infraestrutura como gargalo
O estudo revela também que as empresas seguem se estruturando para lidar com o aumento expressivo de dados trazido pela IA Generativa. 96% planejam ampliar sua capacidade de armazenamento neste ano, mas enfrentam desafios como custo da expansão (47%), segurança e privacidade (46%) e a necessidade de gerenciar volumes crescentes de dados (41%).
Além disso, 97% dizem ter dificuldades para identificar, preparar e usar os dados de forma adequada. Metade desse grupo aponta barreiras para integrar os sistemas de IA à infraestrutura atual. Outras preocupações incluem segurança e privacidade (43%), falta de especialistas internos (37%) e a presença de dados incompletos que exigem limpeza (36%).
“À medida que a IA representa um dos pilares da inovação, as empresas precisam investir em infraestruturas modernas, escaláveis e sustentáveis”, afirma Diego Puerta, presidente da Dell Technologies Brasil. “Sem uma base tecnológica robusta e o tratamento adequado dos dados, será impossível acompanhar o ritmo de disrupção e ser competitivo no mercado.”

Sustentabilidade entra no centro da discussão
A edição de 2025 mostra que 97% das empresas brasileiras veem a IA como instrumento para otimizar o uso de recursos e melhorar a sustentabilidade. Além disso, 95% concordam que aumentar a eficiência energética dos data centers será fundamental para cumprir metas ambientais.
O tema ganhou peso: 94% das organizações dizem estar adotando medidas para lidar com a demanda crescente por energia impulsionada pelos sistemas de IA Generativa, enquanto 81% demonstram preocupação com o impacto ambiental associado à tecnologia.
Para Puerta, sustentabilidade deixou de ser um diferencial e se tornou parte estratégica da inovação. “Ela se tornou uma necessidade a ser incorporada na estratégia de inovação. Com o avanço da IA Generativa e o impacto que ela traz para o aumento no consumo de energia nos data centers, as empresas precisam priorizar tecnologias ambientalmente eficientes e que, ao mesmo tempo, permitam que as organizações tirem todo o potencial da IA para inovar e acompanhar o ritmo de disrupção do mercado”, afirma.






