O Dia Internacional da Mulher, no próximo domingo (8), serve para celebrar os avanços da equidade na sociedade e no mercado de trabalho. No entanto, a participação feminina ainda é limitada no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no Brasil.
Dados do Observatório Softex divulgados em novembro de 2025 apontam que, para que o país alcance a paridade de gênero até 2030, será necessário inserir aproximadamente 53,5 mil novas mulheres por ano no mercado de tecnologia. O volume evidencia tanto o desafio estrutural quanto o número de vagas que podem ser ocupadas no setor.
Apesar das dificuldades, alguns indicadores mostram avanço. Em áreas emergentes como Inteligência Artificial, as mulheres já correspondem a 29,8% dos concluintes, percentual superior à média global, que é de 22%. Na área de Cibersegurança, a participação feminina chega a 17%.
Nesse contexto, o Senac EAD desenvolve iniciativas voltadas à ampliação da presença feminina na área de TIC. As ações incluem formações específicas, conteúdos institucionais e programas de incentivo à permanência e ao desenvolvimento profissional das alunas. Atualmente, cerca de 23% dos estudantes de cursos de tecnologia da instituição são mulheres, proporção semelhante à média nacional.
Os cursos também estimulam a atualização contínua diante das mudanças no mercado, incorporando temas como inteligência artificial, automação e sustentabilidade às práticas profissionais. A proposta é alinhar a formação acadêmica às demandas atuais da Segurança da Informação e da Segurança Cibernética, além de ampliar oportunidades por meio de parcerias com outras instituições.
A professora mestra Maria Helena Mauro, coordenadora das pós-graduações do Senac EAD em Cloud Computing e Gestão e Governança de TI, afirma que a criação de ambientes de formação adequados pode influenciar a permanência das mulheres no setor.
“Formação técnica de qualidade, mentoria e um ambiente inclusivo são determinantes para que as mulheres ingressem e permaneçam na área. O apoio institucional faz toda a diferença na trajetória profissional”, afirmou.






