A TESS AI anunciou a conclusão de uma rodada seed de US$ 5 milhões liderada pela Hi Ventures e coliderada pela DYDX Capital, com participação da Honeystone. Segundo os investidores, a tese central é substituir modelos tradicionais de software como serviço (SaaS) por agentes autônomos de IA capazes de executar tarefas de forma independente.
Entre os investidores estão Federico Antoni, que atuou como investidor early-stage na Cornershop, posteriormente adquirida pela Uber, e Ryan Nichols, ex-CPO do Salesforce Service Cloud. A Honeystone foi cofundada por Sarah Soule, reitora da Stanford Graduate School of Business, ao lado dos professores Jonathan Levav e Yossi Feinberg.
“Estamos testemunhando uma revolução silenciosa que ocorre de baixo para cima nas organizações. Enquanto os gigantes tentam empurrar a IA em projetos top-down, que muitas vezes geram ondas de demissões, a TESS AI vence porque são os próprios colaboradores que criam e implementam os agentes. Isso permite uma transformação real da IA nas empresas, justamente porque o medo de perder o emprego é retirado da equação”, afirma Federico Antoni.
De acordo com a empresa, mais de 16 mil colaboradores passaram a utilizar a plataforma em pouco mais de 12 meses de operação. Apenas no último mês, cerca de 600 mil tarefas foram executadas exclusivamente por agentes autônomos, sem intervenção humana. A proposta é permitir que equipes desenvolvam seus próprios agentes e ampliem o retorno sobre investimentos em inteligência artificial.
“Com nosso modelo, líderes podem convidar suas equipes inteiras sem fricção orçamentária para construir agentes que resolvam problemas reais. O medo desaparece e a produtividade se multiplica. Os colaboradores se tornam orquestradores insubstituíveis do trabalho autônomo, gerando mais de 3x de ROI no primeiro ano enquanto seus agentes trabalham 24 horas por dia”, afirma Rica Barros, fundador e CEO da TESS AI.
Já o cofundador e COO, Renato Ferreira, acrescenta: “O mercado está visivelmente frustrado com modelos básicos de IA como o Copilot, porque eles frequentemente perdem sua vantagem nativa quando limitados por interfaces rígidas. As empresas querem flexibilidade multimodelo, mas se recusam a comprometer a qualidade. Como a TESS AI é construída sobre uma verdadeira arquitetura agêntica, desbloqueamos memória expandida, loops dinâmicos de interação e até 40 operações simultâneas em uma única chamada de IA. No fim, qualquer modelo executado via TESS AI se torna significativamente mais poderoso do que em sua própria plataforma nativa.”






