Educação e inovação

Universidade Minerva planeja transformar São Paulo em hub de IA na América Latina

Instituição dos EUA estuda investir US$ 35 milhões em dez anos para criar polo voltado a urbanização, clima e biodiversidade

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O Brasil, e em especial o estado de São Paulo, está no foco da Universidade Minerva. A proposta da instituição é transformar a capital paulista em um hub de inteligência artificial na América Latina, com atuação em áreas como urbanização em larga escala, biodiversidade e gestão climática. A expectativa é incluir a cidade como parte de sua rotação global a partir de 2028.

O investimento estimado é de cerca de US$ 35 milhões ao longo de dez anos, o equivalente a US$ 3,5 milhões por ano. Os recursos devem ser destinados a bolsas de estudo e à criação de infraestrutura voltada a gerar impacto de longo prazo.

“O Brasil está no centro de diversos desafios e oportunidades globais, seja na questão da urbanização, da biodiversidade e gestão climática, seja da inclusão financeira digital e de sua base industrial e tecnológica em rápida evolução. O país oferece uma rara combinação de urgência e oportunidade, sendo um dos locais que enxergamos como mais promissores para o futuro da educação e da inovação, numa mistura de população grande e jovem, rápida adoção tecnológica e um ecossistema empreendedor dinâmico”, destaca Mike Magee, presidente da Minerva.

Durante visita ao Brasil no início de março, o executivo se reuniu com o secretário estadual de Educação de São Paulo, Renato Feder, para discutir possibilidades de colaboração voltadas à ampliação do acesso à educação aplicada e alinhada às prioridades econômicas e de inovação do estado.

“Essa parceria pode incluir iniciativas conjuntas em áreas como alfabetização digital e em IA, capacitação da força de trabalho, bem como a inserção de estudantes em desafios do setor público. Juntos, o objetivo é fortalecer o papel de São Paulo como um polo de desenvolvimento de talentos, inovação e resolução de problemas com conexão global”, afirma Magee.

Na capital paulista, a proposta envolve a criação de laboratórios de pesquisa com foco em inteligência artificial, nos quais estudantes poderão atuar diretamente em desafios relacionados à infraestrutura urbana, adaptação climática, sistemas digitais e crescimento econômico inclusivo.

Em 2025, a universidade firmou iniciativa semelhante em Tóquio, em parceria com o governo metropolitano e o conselho de educação local, resultando na criação de um laboratório de sustentabilidade voltado à integração entre ensino, pesquisa e aplicação prática. Nesse modelo, estudantes atuam junto a comunidades, instituições e formuladores de políticas públicas.

“Depois de Tóquio, temos agora São Paulo como nosso próximo polo de educação globalmente conectada, preparado para reunir alunos do ensino médio, graduação, pós-graduação e executivos em um ecossistema compartilhado, integrado à própria cidade, interagindo diretamente com as indústrias, instituições culturais e desafios políticos do Brasil”, diz Magee.

Desde a fundação da universidade, 78 brasileiros já passaram pela instituição, sendo 27 atualmente matriculados. Parte desses alunos já desenvolveu iniciativas com alcance internacional, como Robson Amorim, criador da BeConfident, que utiliza inteligência artificial para aprendizado de idiomas e soma mais de 180 mil usuários.

“Temos bons exemplos e sabemos do talento e capacidade dos brasileiros para, através da nossa plataforma educacional, acelerar a inovação e o desenvolvimento de líderes globais, além de ampliar a conexão da região local mais profundamente ao mundo”, conclui o presidente da Minerva.

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