A era dos agentes

62% das empresas brasileiras já utilizam agentes de IA, aponta estudo do Google Cloud

Pesquisa mostra que organizações no Brasil e no México estão destinando grande parte de seus investimentos para agentes de IA

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A adoção de agentes de inteligência artificial — modelos de linguagem avançados capazes de planejar, raciocinar e executar tarefas sem intervenção humana constante — está em rápida expansão no Brasil. Segundo a segunda edição da pesquisa anual Retorno do Investimento (ROI) em IA, realizada pela National Research Group a pedido do Google Cloud, 62% dos executivos brasileiros afirmam que já utilizam esses agentes em toda a empresa. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira (10), durante o Google Cloud Summit Brasil.

O levantamento aponta que as organizações estão migrando do uso de sistemas que apenas previam ou criavam conteúdos para agentes que conseguem compreender contexto, inferir e tomar decisões. As principais áreas de aplicação no Brasil são marketing (55%), experiência do cliente (54%) e cibersegurança (52%). Essa foi a primeira edição em que a pesquisa incluiu questões específicas sobre o uso de agentes de IA.

“Esses apontamentos nos mostram que chegamos ao que chamamos de Agentic Era, com as organizações cada vez mais interessadas na evolução da tecnologia, com planejamentos para implementar a IA que compreende contexto, faz inferências e resolve problemas, interessadas não apenas na eficiência, mas também na inteligência atrelada aos seus negócios”, afirma Fernanda Jolo, diretora de engenharia de clientes de IA para América Latina do Google Cloud.

Entre os objetivos de negócios para os próximos três anos, os executivos do Brasil e do México apontam a adoção de agentes de IA como uma das três principais prioridades, junto ao ganho de eficiência operacional e à melhoria da experiência do cliente. Mais da metade dos entrevistados declarou que 50% ou mais do orçamento futuro em IA será destinado a esses sistemas.

A pesquisa também identificou um grupo de “Agentic AI Early Adopters”, empresas pioneiras que já implantaram agentes de IA e apresentam maior probabilidade de obter retorno. No Brasil e no México, 93% dessas organizações relataram ROI em pelo menos um caso de uso de IA generativa, contra 79% da média da América Latina. Os maiores retornos estão ligados a aplicações em marketing (61%), atendimento e experiência do cliente (50%) e vendas (48%).

De forma mais ampla, o estudo mostra que 79% das empresas no Brasil e no México obtêm ROI em pelo menos um caso de uso de IA generativa. No Brasil, 80% das companhias apontaram forte alinhamento da tecnologia com seus objetivos estratégicos, destacando casos de uso como produtividade individual (74%), vendas e marketing (73%) e atendimento ao cliente (72%). Mais da metade das empresas relatou ainda ganhos de receita anual entre 6% e 10% a partir da aplicação da IA generativa.

A pesquisa foi conduzida entre 18 de abril e 3 de junho deste ano, com 701 líderes empresariais de organizações com receita anual acima de US$ 10 milhões no Brasil e no México, incluindo CEOs, CIOs, CFOs, CMOs, CTOs, CISOs e outros executivos de alto escalão.

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