O Governo do Paraná inaugurou nesta semana, em Curitiba, o espaço físico do Hub GovTech Paraná, iniciativa da Secretaria de Estado da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) voltada ao desenvolvimento, teste e escalabilidade de soluções tecnológicas para a administração pública. O ambiente funcionará como polo de inovação aberta, com programas de aceleração e incubação.
Segundo o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, o estado é o primeiro do país a estruturar um hub com foco exclusivo em soluções para governos.
“O Paraná está estruturando uma política consistente de inovação aplicada à gestão pública. O Hub GovTech nasce para transformar o setor público em um ambiente mais aberto à inovação, conectando tecnologia, ciência e pessoas para melhorar os serviços entregues ao cidadão”, afirmou.
A gestão do espaço ficará a cargo da Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos (APTSJC), selecionada por meio de chamamento público. A entidade é referência nacional na administração de ambientes de inovação. Para o presidente da associação, Jeferson Cheriegate, a iniciativa fortalece a integração entre ecossistemas regionais voltados à inovação pública.
“O Hub GovTech Paraná será uma inspiração para o Brasil inteiro. Entramos nesse projeto para executar políticas públicas e transformar em realidade aquilo que foi planejado pelo gestor público. Reunimos mais de vinte anos de experiência em incubação de startups e desenvolvimento de ecossistemas de inovação para consolidar esse ambiente”, destacou.

Primeiro edital de aceleração
Na segunda-feira (2), foi publicado o Edital nº 001/2026, que abre o primeiro ciclo do Programa de Aceleração do Hub GovTech Paraná. A chamada é direcionada a startups e empresas de base tecnológica que já possuam soluções demonstráveis e aplicáveis ao setor público.
O programa é voltado a negócios que já superaram a fase de ideação e buscam apoio para validar, aprimorar e escalar suas propostas. Entre os requisitos estão maturidade técnica e operacional mínima, além de comprovação por meio de MVPs, testes, pilotos ou provas de conceito.
O processo seletivo contará com etapas eliminatórias e classificatórias, incluindo habilitação, workshops obrigatórios, entregas técnicas e avaliação por banca especializada. As inscrições estarão abertas de 2 de março a 30 de abril, por meio de formulário disponível no site oficial do Hub.
O ciclo de aceleração terá duração de quatro meses e incluirá atividades estruturadas, checkpoints formais e a produção de ativos estratégicos, como dossiê B2G, proposta técnica, plano de implantação e pipeline auditável. O edital não prevê repasse financeiro direto às startups selecionadas, concentrando-se na preparação institucional e na prontidão para atuação no setor público.
As temáticas prioritárias abrangem educação, saúde, segurança pública, agronegócio, finanças, governança e negócios de impacto social e ambiental.






