O Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA/UFG) e a brasileira Meta, consultoria especializada em transformação digital, firmaram uma parceria para desenvolver uma plataforma voltada à avaliação, governança e validação de grandes modelos de linguagem (LLMs) aplicados ao desenvolvimento de software.
A iniciativa tem como objetivo analisar de forma estruturada como diferentes modelos de inteligência artificial podem apoiar programadores ao longo do ciclo de desenvolvimento. A proposta é funcionar como um ambiente de testes para comparar essas tecnologias e identificar quais apresentam melhor desempenho em cada etapa do processo.
O projeto também prevê a análise de modelos proprietários e de código aberto, com foco em medir eficiência ao longo do ciclo de desenvolvimento de software (SDLC). A plataforma deverá avaliar critérios como qualidade do código gerado, precisão das respostas, tempo de execução e custo de utilização das ferramentas.
Com início previsto ainda para este ano, a iniciativa terá duração inicial de 24 meses. Durante esse período, serão conduzidos testes comparativos, análises de desempenho em tarefas específicas do desenvolvimento de software e validações em ambientes reais, com o objetivo de identificar as soluções mais adequadas para diferentes contextos.

Entre os resultados esperados estão a criação de um framework para avaliação de modelos de IA aplicados ao desenvolvimento e a definição de diretrizes para uso seguro dessas tecnologias em ambientes corporativos.
“O uso de inteligência artificial no desenvolvimento de software está avançando rapidamente, mas ainda existe pouca clareza sobre quais modelos são mais eficientes em cada contexto e quais são os custos e riscos associados. O objetivo deste projeto é justamente criar uma base científica e metodológica que permita avaliar essas tecnologias de forma estruturada”, afirma Telma Soares, diretora do CEIA/UFG.
Além do desempenho técnico, a plataforma também deverá considerar aspectos como segurança do código gerado, conformidade com padrões de programação, tempo de resposta e viabilidade econômica das soluções. Outro ponto central da iniciativa é o desenvolvimento de mecanismos de governança para o uso corporativo de inteligência artificial, incluindo métricas de monitoramento, dashboards executivos e políticas de uso responsável.
“Estamos entrando em um novo momento da inteligência artificial nas empresas, em que não basta apenas adotar tecnologia, mas também é preciso entender, comparar e governar seu uso com profundidade. Essa parceria com o CEIA nos permite avançar com consistência, criando uma base estruturada para decisões estratégicas e sustentáveis em IA”, afirma Claudio Carrara, vice-presidente da Meta.






