Inovação

Equipe brasileira vence hackathon com plataforma de IA offline para educação

Projeto usa inteligência artificial local para personalizar ensino sem depender de internet

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Um grupo de desenvolvedores da Nero.AI venceu, no último fim de semana, em São Paulo, o AI for Social Impact Hackathon, competição organizada pela AI Tinkerers SP em parceria com o Google DeepMind. A equipe vencedora, chamada CodeFire, foi formada por Gabriel Valentim, Giovanna Moeller, Hudson Araújo e Mario Martins.

O projeto premiado, Aurora, é uma plataforma de aprendizado adaptativo que funciona diretamente no dispositivo do aluno, sem necessidade de conexão com a internet. A proposta busca enfrentar limitações de infraestrutura no ensino, considerando que parte significativa dos estudantes brasileiros não tem acesso contínuo à conectividade.

A solução utiliza inteligência artificial para gerar exercícios personalizados de acordo com o nível de cada aluno. O professor realiza a configuração do conteúdo quando está conectado e, posteriormente, distribui o material aos estudantes. A partir disso, o sistema passa a operar offline, oferecendo feedback em tempo real por texto, voz ou imagem.

Quando o dispositivo volta a se conectar, os dados são sincronizados automaticamente, permitindo o acompanhamento do desempenho. A tecnologia utiliza o modelo Gemma 4 para processamento local, com capacidade de rodar em dispositivos de baixo custo, além de orquestração de agentes via Google ADK.

“A IA pode ser usada para resolver problemas reais, não apenas problemas de empresas. Competir com as melhores equipes técnicas do Brasil e vencer com um projeto de impacto social é o tipo de validação que vai além de qualquer prêmio”, afirma Gabriel Valentim, engenheiro de computação e cofundador da Nero.AI.

“O que construímos com a Aurora é um modelo replicável com IA local, conteúdo configurável pelo professor e aprendizado personalizado que não depende de infraestrutura. Isso significa que qualquer escola pública do Brasil, com ou sem internet, poderia ter acesso a uma ferramenta que se adapta ao ritmo de cada aluno. Fizemos algo que já funciona hoje, em dispositivos simples e baratos e que pode democratizar ainda mais o uso de IA na educação”, conclui.

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