A Microsoft afirma que o avanço da inteligência artificial precisa ser acompanhado por uma estratégia de crescimento ambientalmente responsável. A avaliação integra o prefácio do Relatório de Sustentabilidade Ambiental 2026 da companhia, assinado por Brad Smith, vice-chair e presidente da empresa, e Melanie Nakagawa, diretora de Sustentabilidade. No documento, os executivos destacam que a expansão da IA aumenta a demanda por recursos como energia, água, terras e matérias-primas, tornando a sustentabilidade um componente estratégico da evolução tecnológica.
“Acreditamos que a IA pode gerar amplos benefícios sociais, econômicos e ambientais, mas uma inovação nessa magnitude deve ser acompanhada por responsabilidade na mesma proporção”, afirmam Brad Smith e Melanie Nakagawa. “Para a Microsoft, isso significa projetar, construir e operar uma infraestrutura mais eficiente, mais resiliente e mais conectada às realidades das comunidades onde atuamos.”
Segundo a empresa, a sustentabilidade deixou de ser uma iniciativa paralela e passou a integrar o planejamento da expansão de sua infraestrutura de IA. Essa estratégia é baseada no conceito Community First AI Infrastructure, que busca alinhar o crescimento da capacidade computacional ao desenvolvimento das comunidades onde a Microsoft opera e à adoção de práticas ambientais mais responsáveis.
O relatório reconhece que a rápida expansão da infraestrutura necessária para sustentar a economia da IA continua pressionando o consumo de energia, água e materiais. Ao mesmo tempo, ressalta que a companhia vem adotando medidas para reduzir esses impactos e acelerar soluções voltadas à sustentabilidade.

Entre os principais resultados apresentados está o alcance de 100% do consumo anual global de eletricidade proveniente de fontes renováveis no ano fiscal de 2025. A Microsoft também informou que, pela primeira vez, conseguiu repor globalmente mais água do que retirou, superando a marca de 14 milhões de metros cúbicos, avanço que aproxima a empresa da meta de se tornar positiva em água.
O relatório destaca ainda a ampliação das iniciativas de economia circular. A companhia praticamente eliminou o uso de plásticos descartáveis nas principais embalagens de seus produtos e expandiu programas de reutilização e reciclagem em suas operações de computação em nuvem.
“Construir o futuro da IA de forma responsável exige clareza sobre a responsabilidade pelos impactos e demandas dessa tecnologia, transparência sobre restrições e compensações reais, e foco contínuo em resultados duradouros e amplamente compartilhados”, destacam os autores do relatório.
Para a Microsoft, os resultados demonstram que o crescimento da inteligência artificial deve estar associado à incorporação de critérios ambientais em toda a cadeia de desenvolvimento da tecnologia, desde a construção da infraestrutura até a operação de produtos e serviços.






