BNDES firma parceria para ajudar o Rio de Janeiro a desenvolver polo de data centers

Projeto prevê hub na Barra da Tijuca com capacidade de 3 GW até 2032; Banco estuda criação de fundo para IA e infraestrutura digital

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta semana um protocolo de intenções com a Prefeitura do Rio de Janeiro para impulsionar o projeto Rio AI City, iniciativa que busca transformar a capital fluminense em um hub de data centers e inteligência artificial na América Latina. A assinatura aconteceu na sede do Banco, durante o evento Governança e Estratégias Públicas em Inteligência Artificial.

A cooperação também envolve o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Eletrobras e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

“Tecnologias de informação e processamento de dados são hoje um setor transversal na economia”, afirmou o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa.
“Vamos criar um modelo de cooperação para o BNDES que pode ser replicado em outras cidades e outros Estados”, completou.

Durante o evento, Barbosa também revelou que o Banco está avaliando a criação de um fundo específico para projetos de data centers e inteligência artificial, com aportes que podem variar entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. A iniciativa faz parte do movimento de retomada dos investimentos diretos em empresas, anunciado recentemente pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

No total, o banco vai destinar R$ 10 bilhões para investimentos em ações de empresas no biênio 2025-2026, sendo R$ 5 bilhões via participação direta e os outros R$ 5 bilhões por meio de fundos de participação (FIPs).

Capacidade prevista de 3 GW até 2032 no Rio City AI

Eduardo Paes, prefeito do Rio Foto: André Telles/BNDES

O hub de data centers será instalado na Barra da Tijuca. Para o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o projeto se apoia em vantagens competitivas claras. “Temos o apoio do BNDES, energia limpa, uma infraestrutura robusta de cabos subterrâneos e fibras ópticas e o mais valioso: capital humano”, disse. A meta é atingir capacidade instalada de 3 gigawatts até 2032, com investimentos estimados em US$ 65 bilhões.

Presente na mesa de abertura, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a importância do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que prevê investimentos de R$ 23 bilhões até 2028 e já tem 31% das ações concluídas ou em andamento.

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“Estamos comprometidos em colocar a inteligência artificial a serviço de um projeto de crescimento com justiça social e equidade”, afirmou. “Dominar a IA é uma questão de soberania nacional crucial diante das mudanças na geopolítica do mundo. Estamos preparados para garantir as agendas de desenvolvimento ecológico, inclusão e fortalecimento do Sul Global”, concluiu.


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