O Brasil aparece na liderança global da adoção de agentes de inteligência artificial nas empresas. De acordo com o relatório Tech Trends 2026 LATAM, elaborado pelo Global Technology Office – Technology Observatory da GFT Technologies, 18% das organizações brasileiras já incorporaram agentes de IA em seus fluxos de trabalho, índice superior à média mundial de 13%.
O estudo aponta que o mercado atravessa uma fase de transição entre projetos experimentais e implementações corporativas em larga escala, com foco em resultados concretos e mensuráveis. Segundo a análise, as empresas que avançarem rapidamente na modernização de seus sistemas e processos estarão mais bem posicionadas para capturar os benefícios da tecnologia.
“O Brasil assumiu a liderança. Mas liderar na adoção não significa automaticamente liderar a transformação. A vantagem competitiva pertencerá às organizações que souberem combinar IA Agente com redesenho de processos reais e verdadeiro empoderamento das pessoas”, avalia Jonatas Leandro, Head of Global Business Development Platform LATAM da GFT Technologies.
O relatório identifica a chamada IA Agêntica como uma das principais transformações em curso no setor. Diferentemente dos sistemas de IA generativa, que respondem a comandos dos usuários, os agentes de IA são projetados para planejar, tomar decisões e executar tarefas de forma autônoma para alcançar objetivos definidos.
A pesquisa destaca que a evolução de tecnologias como assistentes autônomos de programação, o Modelo de Protocolo de Contexto (MCP) e os Kits de Desenvolvimento de Agentes (ADK) tem acelerado a migração de testes pontuais para aplicações corporativas escaláveis. A própria GFT aposta nesse segmento por meio da plataforma Wynxx, voltada à orquestração de agentes de IA em processos empresariais.
Operações estruturadas para agentes de IA
O estudo aponta que as organizações estão avançando para um estágio em que a inteligência artificial deixa de apenas automatizar tarefas e passa a fazer parte da própria estrutura operacional dos negócios. Nesse modelo, processos híbridos são concebidos desde o início para integrar o trabalho de pessoas e agentes inteligentes.
Entre os fatores considerados essenciais para essa transformação estão o redesenho de processos corporativos, a criação de indicadores focados em retorno financeiro e produtividade, a adaptação da força de trabalho e a integração entre diferentes agentes de IA capazes de atuar de forma coordenada.
Segundo o relatório, a obtenção de resultados efetivos depende de uma abordagem considerada “nativa ao agente”, capaz de reformular processos empresariais de ponta a ponta. Nesse cenário, a disponibilidade de dados confiáveis e contextualizados é apontada como um dos principais desafios enfrentados pelas organizações.






