A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) manifestou preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. Em nota, a entidade classificou a medida como negativa para o setor de tecnologia e apelou pelo bom senso das autoridades de ambos os países para evitar impactos econômicos e comerciais.
Leia a nota da entidade na íntegra:
A Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) lamenta a decisão do governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas de importação de até 50% sobre produtos brasileiros. Brasil e os EUA têm uma sólida parceria de cooperação que transcende 200 anos, cooperação esta que tem beneficiado o desenvolvimento econômico de ambos os países.
A associação ressalta que a parceria entre os dois países tem sido essencial para a geração de milhares de empregos qualificados e, sobretudo, para a melhoria da competitividade brasileira, seja por meio da incorporação de tecnologia de ponta pelas organizações brasileiras, ou pela exportação de produtos e serviços de alto valor agregado.
Neste contexto, conclamamos as autoridades dos dois países para que empreendam o máximo de esforços na busca da conciliação. É importante que se reforce o diálogo para que se reduzam impactos – seja no câmbio, ou no fluxo bilateral de investimentos –, necessários a ambas as economias.
A ABES seguirá monitorando o desdobramento do tema para avaliar e, potencialmente, mitigar possíveis efeitos tanto na exportação de produtos, quanto serviços de tecnologia para os EUA.
Resposta brasileira

O Diário Oficial da União trouxe nesta terça-feira, 15 de julho, a publicação do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que regulamenta a chamada Lei da Reciprocidade Econômica. O documento define os parâmetros para suspensão de benefícios comerciais, investimentos e compromissos relacionados a direitos de propriedade intelectual, como forma de resposta a ações unilaterais de países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade externa do Brasil.
O decreto também institui o Comitê Interministerial de Negociação e Medidas de Retaliação Econômica e Comercial, que será coordenado pelo vice-presidente da República e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
O comitê terá como missão dialogar com os setores produtivos em uma série de encontros para avaliar os efeitos do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar tarifas de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil, a partir de 1º de agosto.
A primeira reunião do grupo foi realizada na manhã desta terça-feira (15/7) com representantes da indústria. Ainda hoje, está prevista uma segunda rodada de conversas, desta vez com o setor agropecuário.






