A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) está celebrando o lançamento da Medida Provisória que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), assinada na quarta-feira (17). Para a entidade, a iniciativa representa um avanço estratégico para posicionar o Brasil em igualdade de condições com países da região que disputam investimentos internacionais voltados à instalação de novos data centers.
O presidente da associação, Renan Alves, avalia que o Redata é um marco crucial para tornar o país globalmente competitivo em termos de custos, alavancando sua abundante energia verde, base industrial robusta e conectividade internacional.
“Este é o primeiro de muitos passos importantes para desbloquear o verdadeiro potencial do Brasil na indústria de Data Centers”, afirmou.
Segundo a ABDC, a medida tem potencial para consolidar o país como um dos principais hubs digitais do mundo, com impactos diretos na economia nacional por meio da criação de empregos qualificados, do fortalecimento da cadeia de fornecedores e da expansão da infraestrutura digital, considerada essencial para a competitividade do Brasil na economia global.
A associação ressaltou ainda que a aprovação da MP é resultado de diálogo constante entre o setor e o poder público, e defendeu a continuidade desse processo no Congresso Nacional.
“Agora, o desafio é dar continuidade a este processo no Congresso Nacional, garantindo a aprovação da medida e sua transformação em lei o mais rapidamente possível”, afirmou a entidade em nota assinada pelo presidente Renan Alves e pelo vice-presidente Luis Tossi.
A MP do Redata antecipa pontos da Reforma Tributária, que entrará em vigor de forma parcial a partir de 2027. A expectativa do governo é que o programa atraia até R$ 2 trilhões em investimentos na cadeia de serviços digitais em dez anos. No Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, foram reservados R$ 5,2 bilhões para o Redata, que a partir de 2027 passará a contar também com os benefícios da Reforma.






