Durante o AI Brasil Experience, que acontece nos dias 30 e 31 de outubro no Distrito Anhembi, em São Paulo, o público poderá assistir a uma competição inusitada: um campeonato de futebol entre robôs humanoides autônomos, com altura semelhante à de um adulto, programados com inteligência artificial para tomar decisões em tempo real e disputar partidas de forma independente.
As partidas serão organizadas pela RoboCup Brasil, entidade que coordena as ligas oficiais de futebol de robôs no país, em parceria com a AI Brasil, hub brasileiro de Inteligência Artificial responsável pelo evento. Serão seis equipes e 12 robôs em campo, com jogos de 3×3 em gramado sintético. As equipes participantes têm tradição em competições de robótica e foram selecionadas pelo histórico de desempenho, entre elas o Warthog Robotics, da Universidade de São Paulo (USP), e o TALOS, do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (UFG).
“Em sua maioria, são grupos ligados a universidades, que estão desenvolvendo integralmente a inteligência artificial de seus times, da movimentação à tomada de decisão dentro do campo. Queremos, com a ação, unir esporte, tecnologia e entretenimento, aproximando o público do potencial da inteligência artificial de forma lúdica e empolgante”, afirma Tatiana Oliveira, CEO da AI Brasil.
Os robôs não têm controle remoto nem piloto humano — toda a movimentação e as estratégias de jogo são resultado da programação de cada equipe, o que transforma o torneio também em um teste das tecnologias desenvolvidas.
O AI Brasil Experience espera reunir 12 mil participantes, com uma programação que inclui cases práticos, painéis técnicos, networking e apresentações de especialistas em inteligência artificial, inovação e negócios.
“O campeonato de robôs é um exemplo perfeito de como a inteligência artificial já está saindo dos laboratórios e ganhando formas cada vez mais concretas e próximas do nosso dia a dia. Ao trazer essa disputa para dentro do AI Brasil Experience, com algo tão próximo do brasileiro quanto o futebol, queremos mostrar que a IA pode ser divertida, acessível e, ao mesmo tempo, desafiadora do ponto de vista científico e tecnológico. Nossa missão é justamente aproximar as pessoas dessa tecnologia e evidenciar o potencial que ela tem de transformar o futuro”, afirma Pedro Chiamulera, cofundador da AI Brasil.






