O projeto LegisClara foi o grande vencedor do hackathon Devs de Impacto Virtual, que reuniu 42 equipes formadas por 233 participantes de todas as regiões do país. A maratona, realizada de forma 100% online entre os dias 20 e 25 de novembro, desafiou desenvolvedores a criar soluções baseadas em inteligência artificial para ampliar o engajamento cidadão em debates legislativos e governamentais.
A equipe vencedora recebeu R$ 20 mil em premiação. O segundo lugar, com o projeto SimplificaGov, ficou com o time SimplificaLab, que recebeu R$ 10 mil. Já o terceiro lugar foi conquistado pelo Barrier Breakers, com o projeto LegisIA, premiado com R$ 5 mil. Todos os participantes ganharam ainda um ano de assinatura do ChatGPT Plus.
A LegisClara utiliza inteligência artificial para transformar textos legislativos complexos em conteúdo simples, didático e acessível para a população em geral.
Segundo Arthur Brasi De Paschoa, integrante do time vencedor, a proposta foi pensada para aproximar efetivamente a população do Congresso.
“Geramos voz e vídeo com nossa influenciadora digital Clara, e realizamos a publicação no Instagram. O resultado é um fluxo completo que aproxima a população das decisões do Congresso de forma descomplicada, rápida e impactante”, afirmou.

Para Felipe Gigante, também do time campeão, o formato virtual elevou o nível do desafio técnico e de organização. “Participar e vencer o Devs de Impacto foi desafiador, especialmente por ser online e exigir grande alinhamento do time. Pensar em uma solução que realmente gerasse impacto real na população elevou ainda mais o nível da responsabilidade”, declarou.
O Devs de Impacto Virtual é uma realização do iMasters e da ApplyBrasil, com apoio da OpenAI e produção da NewHack. O tema desta edição foi como a IA pode ser usada para aumentar o engajamento dos cidadãos em discussões legislativas e governamentais, tornando o processo mais compreensível, participativo e transparente.
Para Rodrigo Terron, fundador da NewHack, a complexidade do desafio exigiu forte preparação dos participantes.
“Focamos muito em preparar os participantes para lidarem com um tema complexo, que é como gerar o engajamento dos cidadãos e fazê-los sentir-se parte do processo de fato”, explica Terron.
A programação incluiu painéis técnicos, mentorias, discussões sobre dados públicos, IA generativa, processamento de linguagem natural e impactos do PL 2338/23, que trata da regulação da inteligência artificial no Brasil.






