A Blue Heaven, construtora de Itajaí (SC), está desenvolvendo uma plataforma inédita de gestão de obras baseada em inteligência artificial, totalmente online e com acesso via login do Google. A suíte contará com seis módulos — o primeiro será entregue em cinco meses e o conjunto completo até 2027, incluindo aplicativos para Android e iOS. A expectativa é reduzir em cerca de 20% o tempo gasto em rotinas administrativas no canteiro, o que pode encurtar em até 5% o prazo de entrega dos empreendimentos.
O módulo inicial estrutura a execução por código de atividade, grupo construtivo, encarregado, pavimento e local. Ele integra modelos 3D para indicar o ponto exato de trabalho e utiliza cinco modelos de IA capazes de interpretar áudios gravados no campo, classificar automaticamente o status das tarefas (em andamento, parado ou aguardando material/projeto) e gerar KPIs em tempo real. A proposta é aumentar a rastreabilidade, fortalecer a trilha de auditoria e reduzir ruídos na comunicação entre engenharia e equipes.
“Em vez de depender de anotações e mensagens paralelas, o encarregado grava um áudio e a plataforma entende o contexto, andamento, pendências, pedidos de apoio e direciona automaticamente a informação a quem precisa agir. Isso corta etapas e dá visibilidade imediata ao gestor”, diz Miquéias Bellini, estudante de engenharia e gestor de qualidade que idealiza e desenvolve a solução na Blue Heaven.
Os demais módulos incluem controle de materiais — com solicitações, aprovações e rastreabilidade —, checklists visuais com evidências e aprovações digitais, dashboards com indicadores e análises preditivas, além de um ERP nativo para integrar financeiro, contábil e administrativo. Em conjunto, formam um ecossistema unificado que conecta canteiro e backoffice, melhora a governança e acelera a tomada de decisão com base em dados únicos.
“A IA não substitui o olhar técnico, mas ela amplia a capacidade de gestão. Com dados estruturados e comunicação integrada, é possível antecipar problemas, decidir com evidências e valorizar o trabalho em campo. O resultado tende ser uma obra mais precisa e segura, com menos retrabalho e mais previsibilidade”, afirma Fabrício Bellini, CEO da Blue Heaven.






