Indústria

2Neuron fecha contrato de R$ 3,6 milhões com ArcelorMittal Pecém para manutenção preditiva com IA

Tecnologia Ultronline será expandida na planta do Ceará com foco em monitoramento de ativos sem uso de sensores adicionais

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A 2Neuron firmou um contrato de R$ 3,6 milhões com a ArcelorMittal Pecém, no Ceará, para ampliar a aplicação da tecnologia Ultronline na unidade industrial. A solução é voltada à manutenção preditiva baseada em inteligência artificial e será utilizada para monitorar ativos sem a necessidade de instalação de sensores adicionais nos equipamentos.

A tecnologia opera a partir da análise dos sinais elétricos já disponíveis na infraestrutura da planta, o que dispensa intervenções físicas, cabeamento extra e investimentos típicos de sistemas convencionais. Segundo a empresa, o modelo permite a identificação antecipada de falhas mecânicas e elétricas, além do acompanhamento contínuo de equipamentos considerados críticos para a operação.

De acordo com estimativas da 2Neuron, a implantação na unidade de Pecém pode gerar um retorno sobre investimento entre 14 e 30 vezes o valor aplicado, considerando fatores como mitigação de falhas relevantes, aumento da disponibilidade dos ativos e ganhos de eficiência energética. Estudos iniciais também indicam que uma adoção mais ampla da tecnologia nas unidades brasileiras da ArcelorMittal poderia resultar em economia anual entre R$ 300 milhões e R$ 800 milhões.

Em uma projeção global, que considera as 37 principais plantas da companhia, o potencial de economia anual supera US$ 2 bilhões, segundo a startup.

“A parceria com a ArcelorMittal Pecém reforça a robustez da nossa tecnologia e sua capacidade de transformar a gestão de ativos em ambientes industriais complexos. O Ultronline possibilita uma manutenção mais inteligente, segura e eficiente, com impacto direto em produtividade e energia”, afirma Gabriel Coimbra, CEO da 2Neuron.

A solução da empresa já vem sendo adotada em outros segmentos intensivos em ativos. Recentemente, a 2Neuron assinou contrato com a Sabesp para monitorar bombas de esgoto em 62 estações elevatórias, distribuídas por 31 municípios, incluindo a cidade de São Paulo.

Segundo a companhia, a tecnologia permite o monitoramento de até 20% dos motores críticos de uma planta, concentrando esforços nos equipamentos com maior impacto operacional e financeiro, sem a necessidade de paradas prolongadas de linha.

“O projeto em Pecém é uma referência importante para a expansão global do modelo de monitoramento sem sensores. Nosso objetivo é apoiar a ArcelorMittal na construção de operações mais resilientes, eficientes e sustentáveis”, destaca Coimbra.

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