Os testes de invasão clássicos (chamados de pentests) se consolidaram como uma das práticas mais eficazes para medir a resiliência digital ao executar ataques reais contra sistemas, redes e aplicações. Para a Nava, essas simulações se tornaram uma necessidade estrutural para empresas modernas e a expectativa é de que esse mercado cresça cerca de 20% em 2026, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho.
Para Fabiano Oliveira, diretor de tecnologia da Nava, os pentests permitem identificar vulnerabilidades e, diferentemente de auditorias puramente teóricas, colocam a infraestrutura tecnológica à prova. “É como contratar um ladrão ético para mostrar, de forma controlada, por onde um verdadeiro atacante entraria, apontando fragilidades na detecção de tais atividades maliciosas”, explica.
Segundo o executivo, chegou o momento em que o pentest pode ser completamente executado utilizando ferramentas que integram IA, tornando o teste das defesas muito mais abrangente, profundo, rápido e recorrente.
Estão sujeitos à exposição de segurança aplicações web e mobile, dispositivos físicos como servidores, roteadores e equipamentos de Internet das Coisas (IoT), além de toda a infraestrutura de rede corporativa que atende setores industriais, financeiros, varejistas e de serviços.
“Nesse contexto, em que simulações se tornaram uma necessidade estrutural para empresas modernas, a expectativa é de que o mercado cresça cerca de 20% em 2026, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho”, disse Oliveira.
A realização de um pentest segue etapas estruturadas que incluem coleta de informações, mapeamento do ambiente, identificação de vulnerabilidades, simulação de persistência de acesso e validação das correções implementadas pelas equipes internas. O processo resulta em um relatório técnico detalhado, que apresenta as falhas encontradas, seus níveis de criticidade e recomendações priorizadas, servindo de base para decisões estratégicas.
“Em um cenário no qual novos sistemas e integrações surgem continuamente, é inegociável antecipar a identificação de falhas que possam causar prejuízos financeiros, riscos operacionais e danos reputacionais, além de assegurar a proteção de dados sensíveis. Organizações que adotam essa prática de forma recorrente ampliam sua capacidade de reação, reduzem custos associados a incidentes e constroem um ambiente mais sólido para inovar”, conclui Oliveira.






