Cibersegurança

Ataques cibernéticos ampliam demanda por testes de invasão automatizados por IA nas empresas, prevê Nava

Uso de pentests com apoio de inteligência artificial ganha espaço como estratégia para antecipar falhas e reduzir riscos

Tempo de leitura: 2 minutos


Os testes de invasão clássicos (chamados de pentests) se consolidaram como uma das práticas mais eficazes para medir a resiliência digital ao executar ataques reais contra sistemas, redes e aplicações. Para a Nava, essas simulações se tornaram uma necessidade estrutural para empresas modernas e a expectativa é de que esse mercado cresça cerca de 20% em 2026, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho.

Para Fabiano Oliveira, diretor de tecnologia da Nava, os pentests permitem identificar vulnerabilidades e, diferentemente de auditorias puramente teóricas, colocam a infraestrutura tecnológica à prova. “É como contratar um ladrão ético para mostrar, de forma controlada, por onde um verdadeiro atacante entraria, apontando fragilidades na detecção de tais atividades maliciosas”, explica.

Segundo o executivo, chegou o momento em que o pentest pode ser completamente executado utilizando ferramentas que integram IA, tornando o teste das defesas muito mais abrangente, profundo, rápido e recorrente.

Estão sujeitos à exposição de segurança aplicações web e mobile, dispositivos físicos como servidores, roteadores e equipamentos de Internet das Coisas (IoT), além de toda a infraestrutura de rede corporativa que atende setores industriais, financeiros, varejistas e de serviços.

“Nesse contexto, em que simulações se tornaram uma necessidade estrutural para empresas modernas, a expectativa é de que o mercado cresça cerca de 20% em 2026, com impactos diretos sobre o mercado de trabalho”, disse Oliveira.

A realização de um pentest segue etapas estruturadas que incluem coleta de informações, mapeamento do ambiente, identificação de vulnerabilidades, simulação de persistência de acesso e validação das correções implementadas pelas equipes internas. O processo resulta em um relatório técnico detalhado, que apresenta as falhas encontradas, seus níveis de criticidade e recomendações priorizadas, servindo de base para decisões estratégicas.

“Em um cenário no qual novos sistemas e integrações surgem continuamente, é inegociável antecipar a identificação de falhas que possam causar prejuízos financeiros, riscos operacionais e danos reputacionais, além de assegurar a proteção de dados sensíveis. Organizações que adotam essa prática de forma recorrente ampliam sua capacidade de reação, reduzem custos associados a incidentes e constroem um ambiente mais sólido para inovar”, conclui Oliveira.

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