A startup baiana Trackfy vive um momento de expansão dos negócios e deve intensificar, a partir de 2026, o uso de inteligência artificial agêntica para ampliar sua presença no mercado. À reportagem do IA Brasil Notícias, o CEO da companhia, Tulio Cerviño, afirmou que o novo enfoque ganhará força após movimentos recentes que ampliaram a escala de atuação da empresa.
Fundada em 2020, em Salvador, por Cerviño e Felix Farias, a Trackfy desenvolve soluções de equipamento de proteção individual digital, como capacetes conectados, além de sistemas de geolocalização. Com o uso de IoT, análise de dados e algoritmos, a tecnologia da empresa é aplicada na gestão de pessoas, fluxos e processos em grandes plantas industriais e canteiros de obras.
No último ano, a startup foi incorporada pela saudita WakeCap, movimento que viabilizou a expansão internacional da operação. Além do mercado brasileiro, a Trackfy passou a mirar regiões como Estados Unidos, Oriente Médio e Norte da África.
“Com os contratos recentes e com a escala que o grupo ganhou, a nossa visão é que a solução se torne cada vez mais agêntica, capaz de gerar recomendações e insights automáticos a partir de uma base de aprendizado já consolidada”, afirmou Cerviño.
Segundo o executivo, a tecnologia da empresa já consegue antecipar gargalos em ambientes industriais antes que eles ocorram. O próximo passo, diz ele, é avançar na qualidade das recomendações, indicando não apenas o que pode acontecer, mas também como agir diante desses cenários e quais impactos podem ser gerados. “Tudo isso tem como base a inteligência artificial e uma estrutura de aprendizado bem organizada”, explicou.

Cerviño afirma que os times de desenvolvimento da Trackfy sempre tiveram os olhos voltados à IA agêntica. No entanto, esse movimento deve ganhar escala em 2026, impulsionado pela incorporação à WakeCap e pela ampliação da estrutura global, com equipes distribuídas entre Oriente Médio, Estados Unidos e Brasil.
“A nossa visão é que cada minuto faz diferença. Quanto mais análises e insights em tempo real conseguimos entregar, maior é a chance de fazer a diferença entre salvar uma vida ou executar um projeto da melhor forma possível”, disse.
Apesar do avanço em automação e agentes de IA, o CEO reforça que a supervisão humana seguirá como elemento central da solução. “A tecnologia gera recomendações, mas a decisão final é sempre do ser humano. Existe supervisão constante para garantir que tudo faça sentido”, concluiu.






