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Deloitte: agentes de IA aceleram transformação da indústria global de bens de consumo

Estudo mostra que 92% dos executivos pretendem adotar agentes de IA nos próximos 12 meses e aponta mudanças na forma como empresas vendem, operam e se relacionam com os consumidores

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A indústria global de bens de consumo enfrenta um cenário de mudanças estruturais em 2026, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial, pelas incertezas geopolíticas e pela transformação das expectativas dos consumidores. A avaliação faz parte do estudo 2026 Consumer Products Industry Global Outlook, da Deloitte, que ouviu 300 executivos de grandes empresas dos segmentos de alimentos e bebidas, bens domésticos e cuidados pessoais.

Entre os principais destaques do levantamento está o crescimento do uso de agentes de IA nas operações do setor. Segundo a pesquisa, 92% dos executivos afirmam que pretendem implementar agentes de IA ou sistemas autônomos para executar funções e processos essenciais ao longo dos próximos 12 meses. Ao mesmo tempo, consumidores também começam a recorrer a agentes digitais para pesquisar produtos e realizar compras.

“Temos um ambiente de ‘agentic commerce’, em que os agentes intermedeiam transações e tomam decisões tanto do lado da oferta quanto da demanda. Isso exige repensar a forma como os produtos são apresentados; preparar dados e informações para serem lidos por agentes de IA; personalizar ofertas com base em dados integrados ao varejo; e reposicionar o marketing para atuar também junto aos agentes”, afirma Paulo de Tarso, sócio-líder para a Indústria de Consumo da Deloitte.

O estudo mostra ainda que a digitalização se consolidou como prioridade estratégica para o setor. Para 76% dos entrevistados, a transformação digital deixou de ser uma opção e passou a ser um requisito para manter a competitividade. Já a simplificação das estruturas organizacionais aparece como prioridade para 74% das empresas, refletindo a busca por processos mais ágeis e pela adoção mais ampla de tecnologias baseadas em IA.

A pesquisa revela também que quase metade das empresas já opera com diversos processos totalmente automatizados. Além disso, 39% dos executivos acreditam que agentes de IA passarão a integrar, futuramente, os processos de tomada de decisão da alta liderança e até mesmo dos conselhos de administração.

“O contexto é de reconfiguração profunda para o setor de bens de consumo, marcado pela necessidade de preparação para um ambiente cada vez mais mediado pela IA e seus agentes. A busca de foco, simplificação e colaboração estratégica também serão diferenciais competitivos fundamentais para as empresas, à medida que decisões forem tomadas em ecossistemas baseados em dados e interações automatizadas conseguirem entregar mais valor aos consumidores”, conclui Paulo de Tarso.

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