Uma em cada três organizações brasileiras sem fins lucrativos já utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa em suas atividades. É o que revela a edição 2025 da pesquisa TIC Organizações Sem Fins Lucrativos, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), área do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o levantamento mostra que a principal aplicação da tecnologia é a geração de textos, adotada por 27% das organizações pesquisadas.
Na sequência aparecem a criação de imagens e vídeos, utilizada por 20% das entidades, e o desenvolvimento de códigos de programação, citado por 10% dos respondentes.
A pesquisa também identificou diferenças na adoção da IA entre os segmentos do terceiro setor. As maiores taxas foram registradas entre organizações ligadas à religião (45%) e à educação e pesquisa (42%). Em seguida aparecem entidades das áreas de saúde e assistência social (31%) e de cultura e recreação (20%).
Segundo Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br | NIC.br, a evolução da pesquisa acompanha as mudanças no uso das tecnologias digitais pelas organizações. “A pesquisa é realizada desde 2012 e, nesse período, vimos que a presença de dispositivos e do acesso à Internet passou a fazer parte do cotidiano das organizações. Nessa edição, passamos a olhar para outros fatores que indicam maiores capacidades para lidar com as tecnologias digitais, como Inteligência Artificial e computação em nuvem”, explica.
Para Manuella Maia Ribeiro, coordenadora de Projetos de Pesquisa TIC no Cetic.br | NIC.br, a inteligência artificial tem contribuído para ampliar a capacidade operacional das organizações. “Frequentemente, as organizações sem fins lucrativos operam com equipes reduzidas, e a IA serve de apoio em diversas frentes, como na otimização de processos internos, no relacionamento com o público ou na captação de recursos para garantir a própria sustentabilidade”, complementa.






