A Inventta divulgou o estudo Maturidade de IA nas Empresas 2025, que analisou como organizações brasileiras de diferentes setores estão estruturando, ou deixando de estruturar, sua jornada em Inteligência Artificial. O primeiro dado chama atenção: apenas 30% têm uma estratégia de IA definida, e menos da metade desse grupo comunica internamente suas diretrizes.
O levantamento, conduzido ao longo de seis semanas com líderes de médias e grandes empresas, identifica um cenário contraditório. Embora o tema apareça entre as prioridades executivas, as iniciativas seguem dispersas, com dificuldades de integração tecnológica e desafios para demonstrar valor.
O estudo aponta que redução de custos e otimização da gestão interna são os objetivos mais frequentes, independentemente do porte ou setor. Quando há resultados mensuráveis, o ganho em eficiência é o dobro do observado em aumento de receita.
Quase um terço das organizações ainda não possui nenhum profissional dedicado exclusivamente à IA. Segundo o estudo, a presença desses especialistas faz diferença: reduções de custos só aparecem em empresas com pelo menos um FTE de IA, enquanto impactos relevantes em receita surgem apenas quando há seis ou mais profissionais dedicados.
A maturidade em IA também esbarra em três obstáculos recorrentes: falta de casos de uso com ROI claro, dificuldades de integração com sistemas legados e baixa priorização pela liderança. Esses fatores aparecem entre as principais barreiras na maioria das empresas e ajudam a explicar por que tantos projetos não avançam além da fase de testes.
“Há uma corrida por IA, mas ainda faltam direção, organização e foco em valor. Muitas empresas querem acelerar, porém sem uma estratégia clara, o risco é construir iniciativas que não escalam e não geram retorno. O estudo mostra que maturidade em IA não depende apenas de tecnologia, e sim de modelo de gestão, estruturação e coerência estratégica”, afirma Vinícius Sousa, Líder de Projetos da Inventta e responsável pela iniciativa.






