O Grupo Equatorial está ampliando o uso de tecnologias digitais no combate às perdas comerciais de energia por meio do Projeto Rally. A iniciativa utiliza inteligência artificial e visão computacional para transformar processos manuais de fiscalização em fluxos digitais integrados, com foco em tornar as inspeções mais padronizadas e baseadas em dados.
O projeto faz parte da estratégia de inovação do grupo, que prevê investimentos de cerca de R$ 400 milhões em mais de 40 iniciativas voltadas à transformação digital e à melhoria da eficiência operacional.
Desenvolvido dentro desse programa, o Rally busca aprimorar a identificação de irregularidades no consumo de energia, aumentar a confiabilidade dos registros realizados em campo e reduzir etapas administrativas associadas ao processo.
A solução começou a operar em 2025 nos estados do Amapá e de Alagoas. Em 2026, teve início a implantação no Maranhão e no Pará. Segundo a empresa, a implementação ocorre de forma gradual, com treinamentos, entrada em operação e períodos de acompanhamento para adaptação das equipes ao novo modelo digital.
O plano da companhia prevê a expansão da ferramenta ao longo de 2026, com implantação no Piauí e chegada ao Rio Grande do Sul. A primeira fase do projeto tem desenvolvimento previsto até 2027.
“O Projeto Rally é um pilar estratégico para o Grupo Equatorial, porque qualifica e fortalece o combate às perdas comerciais de energia. Ao digitalizar a fiscalização e integrar inteligência artificial aos processos, conseguimos elevar o nível de eficiência operacional e a confiabilidade das informações em campo”, afirma Maurício Velloso, diretor de Inovação, Clientes e Serviços.
De acordo com a empresa, o sistema permite que equipes realizem inspeções utilizando tablets, com validação automática das informações coletadas. A ferramenta analisa a qualidade das imagens registradas, indica quando novos registros são necessários, automatiza o cálculo do Consumo Não Registrado (CNR) e possibilita a emissão de laudos, TOI e comprovantes para entrega ao cliente ainda no local da fiscalização.
“Na prática, estamos substituindo processos manuais por decisões apoiadas em dados e inteligência analítica, o que gera ganhos relevantes de eficiência, padronização e segurança da informação”, destaca o executivo.






