Em muitos mercados o Brasil já é reconhecido pela qualidade dos seus profissionais de tecnologia, criatividade na resolução de problemas e capacidade de transformar limitações em soluções eficientes.
Ainda não somos vistos como uma potência na criação de modelos de IA. Porém, ocupamos uma posição crescente mais presente no desenvolvimento de software e na aplicação da IA em problemas reais.
Fintechs, agronegócio, saúde, indústria, logística, educação, sustentabilidade e serviços públicos são alguns dos setores nos quais o Brasil está construindo soluções de nível global. Nossa principal força talvez esteja na capacidade de entender problemas complexos, adaptar tecnologias e criar soluções viáveis para realidades muito distintas.
Essa posição não será conquistada apenas acompanhando o que outros países estão fazendo e produzindo soluções locais. Precisamos participar desse movimento de forma ativa. Ou seja, investir de forma expressiva em pesquisa, formação de profissionais, desenvolvimento de produtos próprios, propriedade intelectual, infraestrutura tecnológica e assim, apresentar internacionalmente aquilo que estamos produzindo no país.
Precisamos ocupar os espaços de discussão sobre ética, segurança, regulamentação e uso responsável da Inteligência Artificial. O Brasil não pode se estagnar como consumidor de energia. Precisamos ser desenvolvedores, pesquisadores e empreendedores, nossa participação é importante para garantir que a IA também reflita nossa realidade e nossas oportunidades.
– Giovanni La Porta é CEO da vortice.ai






