A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) firmou parceria com a Forlex, legaltech especializada em inteligência artificial, para oferecer a plataforma LIVIA a advogados de todo o país. A OAB-GO será a primeira seccional a disponibilizar a novidade.
A ferramenta funciona como um modelo de linguagem semelhante a um chatbot de IA generativa, treinado com legislação, jurisprudência e referências acadêmicas para responder dentro do campo jurídico. O objetivo é otimizar a rotina de profissionais da advocacia e do sistema judiciário. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, até julho, o Brasil concentrava cerca de 79 milhões de processos, incluindo suspensos e arquivados.
“O uso de IA para produção de peças jurídicas, e até mesmo para análise de processos, no caso do Judiciário, já é uma realidade, mas o desafio tem sido em oferecer este conteúdo com segurança e credibilidade. É para isso que a Forlex foi desenvolvida”, afirma Vinícius Espíndula, co-CEO da Forlex.
A parceria com a OAB prevê um plano Starter gratuito para toda a categoria, que reúne atualmente mais de 1,5 milhão de advogados inscritos.
“Desde a sua fundação, em 1930, a OAB tem buscado soluções jurídicas para enfrentar os desafios da sociedade. O advento das inteligências artificiais e dos meios digitais trouxe oportunidades para aprimorar a produtividade em diferentes profissões e, na advocacia, não foi diferente”, diz Rafael Lara, coordenador do Colégio de Presidentes da OAB e presidente da OAB-GO. “A adoção de uma ferramenta como a Forlex representa essa eficiência prometida pela IA, aliada a uma camada essencial de credibilidade e segurança de dados. Pensando nisso, a OAB-GO é a primeira seccional da Ordem a implementar a ferramenta, que estará ao alcance da advocacia em todo o país.”
O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (8), durante sessão do Conselho Pleno da OAB-GO, em Goiânia.
Segundo Daniel Bichuetti, co-CEO e CTO da Forlex, a preocupação com segurança norteou o desenvolvimento da plataforma. “A base de dados utilizada pela nossa IA é criptografada, além de estar em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Isso impede que informações sensíveis da advocacia brasileira sejam processadas por modelos hospedados em outros países, como ocorre em sistemas globais de IA”, explica.






