Uma pesquisa da Avalara revela que 92% dos líderes financeiros entrevistados sentem pressão moderada ou significativa para demonstrar que os investimentos em agentes de inteligência artificial (IA) estão gerando retorno sobre o investimento (ROI). Metade dos participantes classifica essa cobrança como significativa.
O levantamento, intitulado Agentes da Mudança: Como a corrida pela implantação de agentes de IA está superando a governança financeira, ouviu 1.505 CFOs e líderes seniores da área financeira que conduziram projetos-piloto ou avaliaram ativamente o uso de agentes de IA em processos financeiros nos últimos 12 meses.
Apesar da pressão pela adoção, metade dos entrevistados afirma que suas iniciativas com agentes de IA apresentaram, até o momento, apenas um ROI mensurável limitado. Além disso, 71% dizem que a cobrança pela implementação está concentrada principalmente na velocidade. Apenas 7% afirmam que suas organizações priorizam a governança em vez da rapidez na implantação.
A pesquisa também aponta lacunas nos controles internos. Cerca de 30% das empresas não atualizaram esses mecanismos no último ano para contemplar situações em que agentes de IA passaram a executar ou recomendar ações. Outros 44% demonstram apenas confiança moderada na capacidade de explicar as decisões de um agente a um auditor ou órgão regulador.
Os resultados indicam uma divisão nas áreas financeiras entre a pressão da alta liderança para acelerar a adoção da tecnologia e a necessidade de administrar os riscos operacionais, especialmente nos setores tributário e de compliance.
“Os líderes financeiros estão certos em agir rapidamente para aproveitar as oportunidades oferecidas pela IA agêntica, mas velocidade sem responsabilidade cria novas formas de risco, e velocidade sem a revisão dos fluxos de trabalho limita o retorno sobre o investimento”, afirma Hugo Sarrazin, CEO da Avalara.
Segundo o executivo, as organizações que irão obter maior valor da IA não serão simplesmente aquelas que implantarem mais agentes. Elas utilizarão agentes apoiados por dados confiáveis, fluxos de trabalho governados e controles claros, capazes de viabilizar a automação com segurança e confiança.
Responsabilidade e conhecimento especializado
A definição de responsabilidades em caso de falhas também aparece como um desafio. Quase um em cada quatro entrevistados (23%) afirma que a responsabilidade por um erro grave cometido por um agente de IA seria incerta ou não recairia sobre uma pessoa ou equipe específica. Outros 16% acreditam que o executivo responsável pela aprovação do investimento seria pessoalmente responsabilizado.
A disponibilidade de conhecimento especializado é outra dificuldade apontada pelo estudo. Segundo o levantamento, 76% das organizações não possuem especialistas internos dedicados a compreender o funcionamento de seus agentes de IA e dependem das equipes de tecnologia da informação ou dos fornecedores.
A pesquisa foi conduzida pela Censuswide com 1.505 CFOs e líderes seniores de finanças, com 30 anos ou mais, que atuam em empresas com faturamento superior a US$ 10 milhões. Os participantes estavam distribuídos entre Reino Unido (505), Estados Unidos (500), Austrália (250) e Índia (250).





