Estão abertas até 24 de julho as inscrições para o programa Industr.IA, iniciativa voltada à formação de pesquisadores e ao fortalecimento da pesquisa aplicada em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC). O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e executado pelo Instituto Atlântico, por meio da Escola Atlântico Avanti, em parceria com o iRede e universidades brasileiras.
Acesse o edital: https://programaindustria.org.br/
Ao longo de quatro anos, a iniciativa contará com investimento de aproximadamente R$ 46 milhões, financiado com recursos da Lei nº 8.248/1991. A expectativa é capacitar entre 130 e 180 pesquisadores e criar pelo menos 15 núcleos de pesquisa em inteligência artificial distribuídos por diferentes regiões do país.
O programa também prevê o desenvolvimento de cerca de 90 produtos científicos e tecnológicos, incluindo artigos, softwares e patentes, com o objetivo de ampliar a interação entre universidades, indústria e pesquisa aplicada.
Lançado oficialmente em 25 de junho no Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Fortaleza, o Industr.IA conta com coordenação estratégica da Softex, seguindo as diretrizes do Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI) para capacitação em TIC. A iniciativa está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024), ao programa IA² MCTI, ao MCTI Futuro do Trabalho e à Lei da Informática.
“O Brasil vive uma corrida pela formação de talentos em IA. A indústria precisa de profissionais capazes de transformar pesquisa em inovação aplicada e ganho de competitividade”, afirma Cleilton Rocha, líder de IA e Ciência de Dados do Atlântico.
A formação abrangerá áreas como inteligência artificial generativa, grandes modelos de linguagem (LLMs), visão computacional, machine learning, deep learning, engenharia de dados e Edge AI, tecnologias utilizadas em automação industrial, análise inteligente de dados e desenvolvimento de aplicações baseadas em IA.
Segundo Cleilton Rocha, o programa busca aproximar a formação acadêmica das necessidades do setor produtivo. “A inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica para a competitividade industrial. O objetivo é formar pesquisadores preparados para atuar em desafios concretos da indústria brasileira”, destaca.





