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Sete em cada dez CEOs planejam ampliar investimentos em inteligência artificial, aponta EY

Estudo mostra que IA já gera impactos relevantes em operações, atendimento e tomada de decisão, mas escassez de talentos segue como principal desafio

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A inteligência artificial segue no centro da estratégia das empresas. De acordo com a edição mais recente do CEO Outlook, estudo global da EY-Parthenon, 72% dos executivos pretendem aumentar os investimentos em IA nos próximos meses, enquanto os 28% restantes afirmam que manterão os aportes nos níveis atuais.

A pesquisa indica que os efeitos da tecnologia já são percebidos nas principais áreas das organizações. Operações e produção, atendimento e experiência do cliente, além de estratégia e tomada de decisões, lideram o ranking de impacto, com 42% das respostas cada. Em seguida aparecem cadeia de suprimentos e compras (38%), inovação de produtos e serviços e vendas e marketing (26% cada), finanças e gestão de riscos (24%) e recursos humanos (22%).

“Os resultados mostram que a tecnologia segue como uma das principais apostas dos CEOs para impulsionar o crescimento dos negócios. O nível de confiança é especialmente elevado em relação aos investimentos em tecnologias emergentes. Noventa por cento dos executivos se dizem otimistas, sendo 36% muito otimistas e 54% um tanto otimistas. Esse dado reforça a importância da inovação como motor de competitividade e transformação”, afirma Leandro Berbert, sócio de Estratégia e Transações da EY-Parthenon.

O levantamento também mostra que a expansão da IA traz novos desafios relacionados ao ambiente regulatório. Para 46% dos CEOs, as normas atuais aumentam as exigências de conformidade e a complexidade operacional. Outros 30% afirmam que a regulamentação oferece algum nível de clareza, embora ainda esteja em evolução, enquanto 16% consideram que as regras já fornecem diretrizes suficientes para apoiar a inovação. Apenas 8% avaliam que a regulamentação prejudica a competitividade ou limita o desenvolvimento de novos produtos.

Nos próximos três anos, os executivos esperam que a inteligência artificial transforme a gestão da força de trabalho principalmente por meio da capacitação dos profissionais e da adaptação das funções existentes. Entre as prioridades estão o aumento das contratações para cargos ligados à IA, dados e tecnologia (22%), programas de requalificação dos colaboradores (20%) e o redesenho de funções para integrar capacidades humanas e inteligência artificial (20%).

Apesar do otimismo com a tecnologia, a pesquisa aponta que a gestão de talentos continua sendo um dos principais obstáculos para ampliar a geração de valor com IA. A ausência de planos de carreira compatíveis com organizações orientadas por inteligência artificial foi apontada por 28% dos entrevistados como a principal barreira. Em seguida aparecem a dificuldade de preservar uma cultura empreendedora durante a transformação digital (26%), a escassez de profissionais especializados em IA e as limitações das competências atuais da força de trabalho (12% cada).

“Observamos uma postura mais cautelosa em relação à infraestrutura tecnológica existente. Embora 76% dos CEOs mantenham uma visão otimista sobre esses investimentos, o percentual é inferior ao registrado para tecnologias emergentes, indicando uma priorização cada vez maior de iniciativas voltadas ao futuro e à geração de valor de longo prazo”, complementa Berbert.

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