Futuro

Shell aponta inteligência artificial como motor da transição energética e destaca papel do Brasil

Estudo mostra que IA deve se tornar base dos sistemas energéticos globais a partir de 2030 e que país tem posição estratégica na redução de emissões

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A Shell apresentou na segunda-feira (25) o estudo Cenários de Segurança Energética 2025: Energia e Inteligência Artificial, que indica que a IA tende a se tornar uma força central na transição energética global, servindo como base estrutural dos sistemas de energia já a partir da década de 2030.

O estudo aponta que tecnologias modulares otimizadas por IA estão substituindo projetos energéticos tradicionais. Equipamentos como painéis solares, baterias, eletrolisadores de hidrogênio, bombas de calor e unidades de captura direta de carbono (DAC) passam a ser produzidos em linhas de montagem, com custos reduzidos e maior escalabilidade.

Durante o evento, o conselheiro-chefe para Mudanças Climáticas da Shell, David Hone, destacou o potencial da IA para reconfigurar o sistema energético global e o papel estratégico do Brasil nesse processo.

“A IA tem o potencial de acelerar não apenas a inovação tecnológica, mas também a tomada de decisão e a gestão em larga escala de sistemas complexos como o de energia. O Brasil aparece no centro desse movimento e, por ter uma matriz energética majoritariamente renovável e diversificada, pode liderar o mundo rumo à transição energética”, afirmou Hone.

Segundo o executivo, em 2055 o país deverá alcançar emissões zero e avançar na remoção de CO2 da atmosfera. “O estudo oferece caminhos para refletir sobre como conciliar crescimento econômico, ação climática e segurança energética em um mundo cada vez mais pressionado por mudanças simultâneas”, concluiu.

O presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa, ressaltou as oportunidades para o país no contexto apresentado pelo estudo. “Os três cenários compartilham fundamentos importantes: todos reconhecem que a transição energética é inevitável, que a eletrificação vai crescer e que petróleo e gás continuarão relevantes por décadas, seguindo uma crescente demanda por energia. Justamente por reunir essas condições estruturantes que o Brasil ocupa uma posição estratégica: temos uma matriz energética limpa, somos uma potência em biocombustíveis, e o estudo mostra que podemos chegar à neutralidade de carbono antes das grandes economias”, afirmou.

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