Para os pequenos

Startup brasileira usa IA para criar estratégias personalizadas para crianças neurodivergentes

Kolo Inclusão combina inteligência artificial, neurociência e educação inclusiva para apoiar famílias e escolas com orientações adaptadas ao perfil de cada criança

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A startup brasileira Kolo Inclusão está apostando na inteligência artificial para ampliar a personalização do acompanhamento de crianças neurodivergentes. Fundada pela neuropsicóloga Karina Koloszuk, a empresa desenvolveu uma plataforma que combina IA, neurociência, educação inclusiva e neurolinguística para criar estratégias individualizadas destinadas a famílias, educadores e instituições de ensino.

O ecossistema da startup reúne duas soluções. O Kolo Família foi criado para auxiliar pais e responsáveis na rotina com crianças neurodivergentes, enquanto o Kolo Escola oferece suporte a professores e equipes pedagógicas na elaboração de estratégias de inclusão e acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes.

“O futuro da IA passa pela personalização. No neurodesenvolvimento, isso significa reconhecer que cada criança aprende de um jeito, tem interesses diferentes, desafios diferentes e precisa de estratégias compatíveis com sua realidade”, afirma Karina Koloszuk.

Segundo a empresa, o Kolo Família utiliza inteligência artificial treinada em áreas como neurociência, desenvolvimento infantil, educação inclusiva e neurolinguística para recomendar atividades, brincadeiras, formas de comunicação e experiências de aprendizagem adaptadas ao perfil de cada criança. As sugestões são geradas a partir das informações fornecidas pelos responsáveis, considerando habilidades, interesses, desafios e objetivos individuais.

“Durante muito tempo trabalhamos com recomendações generalistas. Mas o que funciona para uma criança pode simplesmente não funcionar para outra. A inteligência artificial nos permite transformar conhecimento científico em estratégias personalizadas e muito mais aplicáveis à rotina das famílias”, explica a neuropsicóloga.

Voltado ao ambiente escolar, o Kolo Escola organiza informações sobre os alunos, sugere estratégias pedagógicas individualizadas, auxilia na elaboração de adaptações e acompanha a evolução dos estudantes. A proposta é funcionar como uma ferramenta de apoio aos educadores, preservando a autonomia dos profissionais no processo de ensino.

Com o aumento do número de estudantes neurodivergentes nas escolas brasileiras, a fundadora acredita que a tecnologia pode facilitar a implementação de práticas inclusivas e ampliar o acesso a orientações personalizadas.

“A tecnologia não toma decisões. Ela amplia a capacidade de decisão de pais, professores e profissionais. O olhar humano continua sendo insubstituível. O que muda é a qualidade da informação disponível para apoiar esse olhar.”

Para Karina, a inteligência artificial representa uma mudança de paradigma no neurodesenvolvimento infantil ao permitir a substituição de abordagens padronizadas por estratégias personalizadas.

“O maior desafio das famílias nunca foi encontrar informação. Hoje existe informação em excesso. O desafio é saber o que faz sentido para aquela criança, naquele momento da vida. É exatamente aí que a inteligência artificial pode fazer a diferença”, conclui.

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