A Telepatia AI, startup incubada na Universidade de Stanford, chega ao Brasil após captar US$ 9 milhões em rodada seed liderada pelo fundo americano A-Star, com participação de Canary, Picus Capital, Abstract VC e SV Angel. A empresa desenvolveu uma inteligência artificial voltada ao apoio de profissionais de saúde, funcionando como um copiloto durante consultas médicas.
A solução transcreve conversas com pacientes, sugere protocolos de diagnóstico e exames, e auxilia no preenchimento de prontuários. No Brasil, a Telepatia pretende firmar parcerias com operadoras de saúde verticalizadas, grandes hospitais e médicos autônomos, com a meta de alcançar 20 mil profissionais até 2026, bem como estar nas mãos de todos os médicos brasileiros até 2030.
“Queremos ser uma ferramenta de apoio aos médicos brasileiros, melhorando a eficiência da saúde e trazendo um impacto positivo para o paciente que está recebendo o cuidado”, afirma Nicolás Abad, CEO da Telepatia.
Abad fundou a startup em 2025, ao lado do médico Tomás Giraldo, e batizou a empresa em homenagem ao pai. “Telepatia era o apelido de meu pai, por sua memória fora do comum. Sua dedicação ao longo da vida e suas frustrações com tarefas que roubavam a atenção que deveria ir ao paciente foram inspirações para a criação da Telepatia”, conta.
Segundo a empresa, o uso da ferramenta na Colômbia elevou de 84% para 99% a aderência dos médicos a protocolos institucionais. A tecnologia também é utilizada em Argentina, México e Espanha, com 2 mil médicos e mais de 100 mil consultas já realizadas.
“Queremos mitigar erros e pedidos desnecessários de exame. Sabemos que eles podem acontecer por uma série de fatores, como falha na comunicação com paciente, sobrecarga de trabalho ou falta de atualização profissional. A Telepatia desonera o médico de funções burocráticas, atuando diretamente nesse aspecto”, afirma Abad.
Já Tomás Giraldo destaca que 96% dos usuários relatam ganho de tempo e menor carga administrativa, com uso médio diário de oito horas. “O resultado é menor sinistralidade, mais produtividade e melhores desfechos desde o primeiro mês de uso”, finalizou.






